Exército tailandês admite um novo golpe de Estado em 2008

PPP anunciou um acordo com três partidos minoritários para estabelecer um Executivo de coalizão

Efe

28 de dezembro de 2007 | 03h57

O ministro da Defesa da Tailândia, general Boonrawd Somtas, garantiu que o Exército não vai interferir na formação de um novo Governo, mas também não descartou a possibilidade de um novo golpe militar em 2008. Somtas, que assumiu o cargo pouco depois do golpe de setembro do ano passado, disse que "os problemas políticos devem ser solucionados pelos políticos, e os militares só devem acompanhar a cena à distância", informou nesta sexta-feira a imprensa tailandesa. "Nosso trabalho terminou. Mas não posso dizer que não haverá um golpe em 2008, da mesmo forma que não posso dizer que não haverá um desastre natural", comentou. O Partido do Poder Popular (PPP), criado pelos seguidores do primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra, venceu as eleições gerais de domingo. Nesta quinta- feira, a legenda anunciou um acordo com três partidos minoritários para estabelecer um Executivo de coalizão. Shinawatra informou na última terça-feira, dia 25, em Hong Kong, que pretende retornar à Tailândia em fevereiro. Mas a Promotoria tailandesa insiste que deterá o ex-governante "assim que ele chegar ao país". Os militares que derrubaram Shinawatra há 15 meses não viram com bons olhos os resultados da votação. Mas insistem que respeitarão a vontade do eleitorado, desmentindo os contínuos boatos sobre um novo golpe. A nova Constituição, aprovada há cinco meses e promulgada pela Junta Militar, estabelece que os poderes Executivo e Legislativo serão supervisionados por um pequeno grupo de oficiais das Forças Armadas e burocratas designados pela Coroa. Eles também podem limitar os poderes do Governo, caso considerem que a segurança nacional corre algum risco.

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