Exército tailandês reforça a segurança após atentados

A segurança das estações, aeroportos e edifícios foram reforçada nesta terça-feira, após a série de atentados com explosivos no Ano Novo, que mataram três tailandeses e feriram cerca de 40 quarenta pessoas, entre elas seis estrangeiros.É nítido também o nervosismo da população de Bangcoc, uma cidade com 12 milhões de habitantes. A Junta Militar que governa o país admitiu a possibilidade de mais atentados.Um falso alerta de bomba por volta das 11h30 (2h30 de Brasília) levou à evacuação de um centro comercial, até os especialistas vistoriarem a área e decidirem que não havia ameaça.Na noite de segunda-feira, uma bolsa abandonada na estação Phra Khanong obrigou a desocupar o local até a polícia comprovar que ela só continha roupas.AtentadosBangcoc nunca tinha visto um atentado com bombas até domingo, quando houve nove explosões em duas séries, uma à tarde e a outra à meia-noite. O saldo foi de três mortos, todos tailandeses, e cerca de 40 feridos.Dois britânicos, dois sérvios, um americano e um húngaro figuram entre os feridos.O primeiro-ministro interino, o general Surayud Chulanont, informou ao país após uma reunião de urgência que, "com base na informação do governo e dos serviços de inteligência, a conclusão é de que os responsáveis são pessoas que perderam o poder".O governante não acusou ninguém em particular, mas a acusação foi uma referência ao grupo do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto dia 19 de setembro por um golpe de Estado militar.O líder golpista, o general Sonthi Boonyaratglin, presidente do Conselho de Segurança Nacional, descartou a possibilidade de outro golpe de Estado por parte da Forças Armadas.

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