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Exército tem tecnologia antitúnel

Sensor é capaz de detectar passagens abertas por Hamas

Roberto Godoy, O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2009 | 00h00

A decisão do alto comando de Israel de dar prioridade à destruição do complexo de túneis utilizados pelo Hamas na fronteira do Egito, implica um risco: os guerrilheiros palestinos controlam a área e estão empenhados em garantir uma linha segura de suprimentos. A inteligência israelense estima que haja 40 túneis de grande capacidade no Corredor Filadélfia, além de uma espécie de avenida subterrânea inspirada nas passagens feitas no subsolo da Coreia pelas forças comunistas. De acordo com um veterano do time de operações especiais da unidade Sayeret Matkal, "poderiam passar pela galeria cerca de 3 mil homens equipados para a luta".Para localizar e destruir essa instalação, a indústria de defesa de Israel desenvolveu o sistema Camero, definido pelo engenheiro Amir Beeri, criador da tecnologia, como "capaz de enxergar através de paredes ou abaixo da terra por até 3 metros". O sensor utiliza algoritmos próprios para definir a imagem captada por ressonância. Não é só. Há também um sensor digital de profundidade, pronto para uso. Funciona como um sonar digital, apontando detalhes e facilitando a definição de coordenadas dos alvos.Esses dados são inseridos no centro de guiagem das bombas inteligentes de penetração empregadas pela aviação israelense. Algumas delas pesam cerca de 900 quilos.Em terra, esquadrões de demolição equipados com escavadeiras blindadas fazem a varredura final. Eventualmente, despejam explosivos nos respiradores. O mapeamento é completado por agentes infiltrados e pelo rastreamento por satélite militar. A estimativa é a de que ainda haja 600 túneis de 800 a 1,6 mil metros. O Hamas terceiriza a construção e paga pela utilização. Há registros de parcerias pontuais entre guerrilheiros e contrabandistas comuns, de cigarros, drogas, alimentos e material eletrônico. As passagens estratégicas são protegidas por placas metálicas e estão a 30 metros de profundidade. É por elas que os milicianos palestinos fazem entrar na Faixa de Gaza os foguetes de médio alcance recebidos do Irã.

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