Exército turco ameaça intervir em eleições presidenciais

O Exército turco demonstrou nesta sexta-feira, 27, preocupação sobre a contestada eleição presidencial que está em andamento e indicou que pretende se envolver mais no processo. A decisão militar aumenta a pressão sobre o governo do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan. O exército se considera um fator-chave na proteção da estabilidade do país e já executou três golpes militares no passado para ´restaurar´ a ordem."As Forças Armadas turcas tem monitorado a situação com preocupação", disse o Exército em um comunicado publicado em seu website. "Não devem esquecer que as Forças Armadas da Turquia são um dos lados nesse debate e o absoluto defensor do secularismo".O comunicado também diz que "quando necessário, iremos expor nossas atitudes e ações claramente. Ninguém deve duvidar disso".Mais cedo, ainda nesta sexta-feira, o candidato da situação à Presidência não conseguiu votos suficientes para se eleger no Parlamento, após um boicote da oposição.O atual ministro de Exteriores, Abdullah Gül, braço direito do primeiro-ministro, recebeu apoio de 357 dos 361 deputados que votaram na Câmara. Para boicotar a eleição, os partidos de oposição não entraram no plenário.O Parlamento possui 550 cadeiras, e não atingindo dois terços do quorum, o resultado da eleição foi contestado e ainda continua indefinido. O Tribunal Constitucional deve decidir rapidamente, antes do segundo turno da eleição presidencial, previsto para o dia 2 de maio.

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