Exército ucraniano retoma cidades perto da área onde caiu o MH17

Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia diz que forças devem retomar local do acidente para permitir acesso aos especialistas 

O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2014 | 09h22

KIEV - O Exército da Ucrânia tomou várias cidades na região de Donetsk a poucos quilômetros do local onde caiu o avião da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo, informou um comunicado. Os EUA e Kiev acusam os separatistas pró-Rússia de terem derrubado o voo MH17.

As forças ucranianas tomaram a cidade de Debaltsevo, a 35 quilômetros do local do acidente, e a estratégica colina de Saur-Moguila, de onde as milícias pró-russas abriam fogo constantemente contra os militares.

Também foi recuperado o controle das cidades de Shajtarsk, muito próxima ao lugar onde estão os destroços do avião, e Torez, de onde os corpos das vítimas do desastre foram levados em um trem com vagões refrigerados rumo à cidade de Kharkiv.

Segundo o relatório militar, o Exército e a Guarda Nacional ucranianos tomaram posições nos arredores da cidade de Gorlovka e se preparam para atacar as posições controladas pelos separatistas.

No domingo, um grupo de especialistas holandeses e australianos precisou adiar a visita ao local da queda do voo MH17 em razão da intensidade dos tiroteios.

O porta-voz do Conselho de Defesa e Segurança Nacional (CDSN) da Ucrânia, o coronel Andrei Lisenko, disse no domingo que as Forças Armadas estavam nos arredores de Debaltsevo. "Agora todas as forças estão dirigidas a libertar o território onde ocorreu esta horrível tragédia", afirmou.

Segundo Lisenko, a retomada é indispensável para que os especialistas internacionais cheguem à região do acidente e averiguem o terreno para "reunir todas as provas que permitam estabelecer as causas do desastre". /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
voo MH17crise na Ucrânia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.