Exilado tibetano que se autoimolou morre na Índia

Um exilado tibetano que ateou fogo ao próprio corpo na Índia, em protesto contra a visita do presidente da China ao país, morreu nesta quarta-feira. Jamphel Yeshi, de 27 anos, se autoimolou durante uma manifestação em Nova Délhi na segunda-feira. Ele saiu correndo aos gritos em meio aos manifestantes e jornalistas antes de cair no chão, com o corpo coberto pelas chamas.

AE, Agência Estado

28 de março de 2012 | 10h34

"O sacrifício do mártir Jamphel Yeshi será escrito em letras douradas nos anais de nossa luta pela liberdade", disse Dhondup Lhadar, ativista do Congresso Jovem Tibetano. "Ele vai permanecer em nossa memória e encorajar futuras gerações de tibetanos."

Cerca de 30 pessoas atearam fogo ao próprio corpo no último ano em áreas tibetanas da China em protesto contra as duras ações de Pequim no Tibete. Ativistas dizem que a repressão chinesa é tão opressiva nessas áreas que os tibetanos não têm outra forma para se manifestar.

Na terça-feira, um painel do Senado norte-americano aprovou uma resolução não vinculativa lamentando as mortes e pedindo à China que encerre o que descreveu como políticas repressivas contra os tibetanos.

Pequim acusa o líder espiritual tibetano dalai-lama por incitar as autoimolações e considera as manifestações uma forma de terrorismo. O dalai-lama viva exilado na Índia há décadas.

Centenas de ativistas tibetanos foram detidos, dentre elas o poeta Tenzin Tsundue, que havia acabado de discursar na Associação de Mulheres Tibetanas quando foi detido na noite de terça-feira.

Muitos ativistas conseguiram fugir da polícia e tentam realizar protestos em outros pontos de Nova Délhi. Pelo menos dez deles foram presos na manhã desta quarta-feira quanto tentavam chegar ao escritório das Nações Unidas, onde pretendiam fazer um protestos. As informações são da Associated Press.

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