Exilados iranianos denunciam programa de armas nucleares

Às vésperas de uma visita ao Irã do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed el-Baradei, um grupo de oposição no exílio disse ter evidências de que Teerã vem utilizando um local secreto para testar equipamentos de um suposto programa de armas nucleares. O Irã tem até 31 de outubro para provar que não tem planos de produzir armas nucleares. El-Baradei deverá viajar amanhã a Teerã para pedir mais cooperação do Irã com a AIEA, uma agência subordinada à ONU.Se a diretoria da AIEA considerar em novembro que o Irã não respondeu de modo convincente a todas as questões pendentes, o assunto poderá ser levado ao Conselho de Segurança da ONU, que decidiria sobre a imposição de sanções.O Conselho Nacional de Resistência do Irã alegou possuir evidências de que Teerã mantém ambições nucleares. O grupo cita fontes que confirmaram "a existência de um novo local nuclear secreto" 15 quilômetros a leste de Isfahan.O grupo exilado conseguiu alguma credibilidade junto ao governo dos Estados Unidos depois de ter alertado sobre a existência de uma usina em Natanz, onde estariam sendo desenvolvidos elementos para sustentar um suposto programa de armas atômicas. As autoridades americanas endossaram a acusação do grupo, e um traço de urânio enriquecido foi encontrado por especialistas da AIEA em Natanz.Apesar disso, Washington qualifica o Conselho como organização "terrorista". No início do ano, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, ordenou o fechamento de dois escritórios ligados ao grupo em solo americano e ordenou o congelamento de seus bens.

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