Expatriados querem status legal contra deportação

Em 2007, a tropa de choque da bancada anticastrista no Congresso pediu ao presidente George W. Bush para conceder proteção legal temporária a milhares de venezuelanos fugidos do governo de Hugo Chávez, para que eles não fossem deportados."Ele (Chávez) é um criminoso e um ditador. Está na hora de Bush mostrar o que pensa pela maneira que trata os venezuelanos que estão aqui nos EUA", disse o legislador Lincoln Diaz-Balart, que assinou o pedido juntamente com Ileana Ros-Lehtinen e Mario Diaz-Balart. A solicitação foi negada, mas o lobby anticastrista e os ativistas venezuelanos continuam tentando. A proteção legal se chama "deferred enforced departure" (DED) e permite ao presidente suspender deportações de um determinado grupo de imigrantes que, por motivos políticos, poderia estar em perigo se voltasse a seu país de origem. O presidente Barack Obama assinou no início do ano uma prorrogação do DED para cidadãos da Libéria. Os nicaraguenses tiveram DED no final dos anos 80, os chineses, após o massacre de Tiananmen, e haitianos e salvadorenhos também já tiveram. O DED permite ficar 16 meses sem o risco da deportação e conseguir autorização para trabalhar.Cubanos têm a política mais privilegiada, chamada de "pé seco, pé molhado". Segundo essa política, se o cidadão cubano conseguir chegar até território americano, automaticamente entra no processo para receber residência. Se entrar em águas americanas e for pego por autoridades antes de pisar nos EUA, é deportado para Cuba.

Patrícia Campos Mello, WESTON, FLÓRIDA, O Estadao de S.Paulo

29 de junho de 2009 | 00h00

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