Explicações americanas são 'insuficientes', diz Patriota

Chanceler afirma que governo quer mais esclarecimentos sobre espionagem dos EUA no Brasil

MARIÂNGELA GALLUCCI, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2013 | 02h05

O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, disse ontem que as explicações dadas pelo governo dos EUA sobre as suspeitas de espionagem de agências americanas a brasileiros são "insuficientes".

Segundo o ministro de Relações Exteriores, "alguns esclarecimentos foram fornecidos". "Consideramos insuficientes. Um grupo técnico está reunido no Brasil com representantes dos ministérios da Justiça, Defesa, Itamaraty, Gabinete de Segurança Institucional e Ciência e Tecnologia para elaborar uma lista de perguntas e solicitarmos esclarecimentos adicionais", afirmou Patriota.

Parlamento. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), afirmou que o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, só vai participar de uma audiência pública no Congresso se tiver uma autorização do governo americano.

Na semana passada, a comissão aprovou uma série de convites para ouvir autoridades - Entre elas, Shannon - a respeito das denúncias de espionagem dos EUA ao Brasil feitas a partir de documentos vazados pelo ex-agente de inteligência americano Edward Snowden.

Ferraço lembrou que o embaixador americano conta com imunidade diplomática, o que desobrigaria de comparecer ao Congresso brasileiro.

O jornalista Glenn Greenwald, responsável por expor os documentos secretos que detalharam as atividades de espionagem dos EUA, desmarcou o depoimento que prestaria hoje no Senado. / COLABOROU RICARDO BRITO

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