Explosão ameaça missão da Otan na Macedônia

Uma explosão sacudiu hoje um motel no noroeste da Macedônia, matando dois empregados e complicando os esforços da Organização do Atlântico Norte (Otan) para iniciar sua missão de coleta de armamentos dos rebeldes de etnia albanesa. A explosão deve aumentar a pressão sobre a Otan na véspera do início planejado para a Operação Colheita Essencial. A aliança tem enfatizado que com sua missão busca gerar confiança entre os rebeldes albaneses e os macedônios eslavos.Mais cedo, a Otan informou que havia avançado nos preparativos para recolher o armamento dos insurgentes, apesar de não ter alcançado um acordo com o governo macedônio sobre quantas armas serão entregues. Tanto as forças de segurança da macedônia como os rebeldes concordaram em se retirar das áreas de conflito para que as tropas da Otan estabeleçam pontos de coleta de armas, que terão duração de um dia cada, como parte de um plano de paz. Até o meio-dia de hoje, no entanto, nenhuma arma havia sido entregue.O governo macedônio havia dito que os insurgentes contavam com cerca de 85.000 armas, cifra que muitos consideram exagerada. Os observadores internacionais acreditam que tal número não passa de uma tentativa dos ultraconservadores no governo de bloquear um pacto de paz. O rebelde Exército de Libertação Nacional havia inicialmente afirmado dispor de apenas 2.000 armas, um número desconsiderado pelo major-general Gunnar Lange, da Dinamarca, o comandante da Otan em Skopje, a capital da Macedônia.Oficiais da Otan deram pouca importância à disputa sobre a quantidade de armas, argumentando que o objetivo da missão é criar confiança entre os dois lados. O acordo de paz prevê que as armas serão entregues em três etapas, cada uma sendo acompanhada por passos políticos por parte do governo.Enquanto ocorria o debate sobre o número de armas, a explosão danificava o motel em Celopek, a oito quilômetros ao sul de Tetovo, segundo maior cidade da Macedônia. A comunidade é o local de nascimento do ministro do Interior, Ljube Boskoski, um dos maiores opositores aos planos da aliança. Segundo a televisão estatal, os funcionários mortos na explosão tinham explosivos pregados em seus corpos.Os rebeldes lançaram uma insurgência em fevereiro alegando estar lutando por maiores direitos para a minoria albanesa étnica do país. O governo de maioria eslava acusa os rebeldes de estarem querendo partilhar o país e criar um Estado independente.

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