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Explosão de arsenal mata 200 no Congo

Série de explosões teve origem, aparentemente, em incêndio acidental; governo teve de desmentir rumores de tentativa de golpe de Estado

BRAZZAVILLE, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2012 | 03h09

Explosões num arsenal em Brazzaville, na República do Congo, deixaram ontem pelo menos 200 mortos, segundo fontes hospitalares, e pelo menos 230 feridos. Segundo as autoridades, um incêndio acidental deu origem às explosões. Um porta-voz do governo foi à TV para desmentir rumores de uma tentativa de golpe de Estado.

Milhares de habitantes tiveram de abandonar suas casas em razão do risco de mais explosões. À tarde, um necrotério em Brazzaville já tinha recebido 136 corpos e muitos mais continuavam chegando.

As explosões arrasaram edifícios e quebraram janelas na parte norte de Brazzaville. O depósito de munições localiza-se nas proximidades da residência privada do presidente Denis Sassou-Nguesso, mas ele se encontrava na residência oficial, em outra parte da cidade.

As explosões ecoaram na margem oposta do Rio Congo, até Kinshasa, a capital da vizinha República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire). Os habitantes disseram ter visto fumaça espessa e sentido os edifícios sacudir. Testemunhas descreveram a cena como "apocalíptica". Folhas de metal retorcido - provavelmente paredes ou telhados - cobriram as ruas. O ambulatório de um hospital ficou em ruínas.

Segundo testemunhas, o impacto escancarou as portas das casas no centro da cidade. As redes de telefonia ficaram rapidamente sobrecarregadas com os pedidos de informações.

"É como se um tsunami tivesse passado por aqui", disse Christine Ibata, uma estudante. "O bairro praticamente foi arrasado, os tetos das casas foram arrancados". Didier Boutsindi, do gabinete da presidência, disse que inúmeras pessoas ficaram presas debaixo da Igreja de São Luis, que desabou. "Muitos fiéis estão embaixo dos escombros", ele disse. "Vários mortos foram levados para fora e posso confirmar que há mais lá dentro." / NYT, AP e AFP

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