Explosão de bomba em porta de escola mata estudante na Itália

Artefatos de fabricação caseira estavam unidos a dois bujões de gás escondidos em mochilas que foram colocadas em um contêiner diante do colégio

Efe,

19 Maio 2012 | 06h59

Atualizado às 12h40

ROMA - A explosão de uma bomba matou um estudante neste sábado, 19, em frente a uma escola da Itália. Segundo a Defesa Civil da cidade de Brindisi, na região da Puglia, região sul do país, o artefato explodiu na porta do instituto profissional Morvillo Falcone. Melissa Bassi, de 16 anos, morreu e pelo menos sete pessoas ficaram feridas.

A morte de Veronica Capodieci, também de 16 anos, chegou a ser anunciada, mas foi desmentida. "Ela está viva e estável, embora os ferimentos sejam muito graves", declarou a diretora-geral do hospital, Paola Ciannamea, à rede de televisão "SkyTg24".

Segundo moradores da área, o impacto foi muito forte, destruiu vidros do colégio e dos edifícios contíguos em um raio de 200 metros.

A bomba explodiu às 7h45 locais (2h45 de Brasília) e, segundo os investigadores, os artefatos de fabricação caseira estavam unidos a dois bujões de gás escondidos em mochilas que foram colocadas em um contêiner diante do colégio.

O instituto leva o nome de Francesca Morvillo, que foi assassinada junto a seu marido, o juiz Giovanni Falcone, e a outros três guarda-costas em um atentado em 23 de maio de 1992.

Os investigadores italianos, que não descartam nenhuma possibilidade, acreditam que o atentado pode ter alguma relação com a proximidade do 20º aniversário da morte de Morvillo e Falcone, embora não excluam a hipótese de ter sido obra de um desequilibrado.

Temendo novos atentados, a autoridades decidiram evacuar os demais colégios da região.

Na última quinta-feira, o Governo decidiu reforçar os dispositivos de segurança para mais de 14 mil possíveis alvos terroristas, após o recente atentado sofrido pelo executivo-chefe do grupo Ansaldo Nucleare, Roberto Adinolfi, e a tensão gerada em torno da agência de arrecadação de impostos Equitalia.

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