Explosão de bomba mata 13 em Damasco

A explosão de uma bomba na capital da Síria, Damasco, nesta terça-feira, matou 13 pessoas e deixou 70 feridas, informou a televisão estatal síria. O ataque aconteceu um dia depois de o primeiro-ministro sírio ter escapado por pouco de uma tentativa de assassinato, no coração da capital.

Agência Estado

30 de abril de 2013 | 10h08

Embora ninguém tivesse assumido a responsabilidade pela explosão, suspeita-se dos rebeldes que lutam para derrubar o presidente Bashar Assad, que têm cada vez mais realizado ações na capital. Foi a segunda bomba a explodir em Damasco nos últimos dias.

Moradores de Damasco disseram ter ouvido uma forte explosão e visto uma fumaça espessa subindo por trás de alguns prédios. Segundo a televisão síria, a explosão foi causada por uma "bomba terrorista" no distrito de Marjeh, área comercial do centro de Damasco. O regime de Assad se refere aos combatentes da oposição como "terroristas".

Não estava claro qual foi o alvo do ataque, embora a explosão tenha acontecido nas proximidades do Damascus Tower, um prédio comercial de 28 andares. O edifício onde funcionava o Ministério do Interior fica nas proximidades e também sofreu danos por causa da explosão.

Ambulâncias correram para o local. Imagens aéreas da televisão estatal síria mostraram caminhões de bombeiros no centro da praça Marjeh e bombeiros tentando apagar o fogo que se espalhava por vários carros e prédios.

O Observatório Sírios pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres, disse que 14 pessoas morreram e 65 ficaram feridas. O grupo, que conta com uma rede de ativistas em território sírio para obter informações, geralmente apresenta números diferentes dos divulgados pelo governo.

Moradores locais disseram que disparos foram ouvidos na área do ataque logo após a explosão, que aconteceu por volta de 11h (horário local). Os moradores falaram com a Associated Press em condição de anonimato.

A explosão destaca a fragilidade da segurança na capital síria, um dia depois de um explosivo improvisado, detonado por controle remoto, ter atingido o comboio do primeiro-ministro Wael al-Halqi. O premiê escapou ileso do atentado, que aconteceu no bairro de Mazzeh, oeste da capital, embora duas pessoas tenham morrido e 11 ficado feridas. As informações são da Associated Press.

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