Jossy Ola/AP
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Explosão de bomba mata dezenas em mercado na Nigéria

Cruz Vermelha diz que até o momento foram confirmadas 20 vítimas, além de 24 feridos, mas testemunhas falam em até 50 mortos

O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 11h44

(Atualizada às 15h45) MAIDIGURI, NIGÉRIA - Ao menos 20 pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas em um atentado suicida contra um mercado de carnes em Maiduguri (nordeste), nesta terça-feira, 2, declarou a Cruz Vermelha nigeriana à AFP.

A explosão atingiu a capital do estado de Borno às 13h00 (9h00 de Brasília), no momento em que os vendedores se preparavam para deixar o mercado, declarou um miliciano, Shettima Bulama.

"Estamos tentando separar os restos humanos das carcaças de gado espalhados por todo o canto (...) o suicida escolheu o local mais frequentado do mercado para acionar seus explosivos", disse o porta-voz da Cruz Vermelha nigeriana, Umar Sadiq.

Lawal Kawu, um paramédico ouvido pela Reuters, disse que 31 corpos carbonizados foram levados para um hospital em Maiduguri, e outras pessoas sofreram ferimentos graves. 

Maiduguri, reduto histórico do Boko Haram - movimento que nasceu no início dos anos 2000 -, já havia sido alvo de disparos de foguetes na madrugada desta terça-feira, assim como no sábado. Também no sábado, um homem-bomba atacou uma mesquita, matando 26 e ferindo 28 fiéis.

O presidente nigeriano Muhammadu Buhari, que foi empossado na sexta-feira, prometeu fazer da luta contra o Boko Haram uma prioridade. Ele anunciou sua intenção de mudar para Maiduguri o centro de comando do exército encarregado de combater a insurgência, até agora localizado em Abuja, a capital federal (850 km de Maiduguri).

O grupo, que o novo presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, prometeu combater, matou milhares de pessoas e deslocou cerca de 1,5 milhão em sua tentativa de estabelecer um califado islâmico no norte país africano.

O Boko Haram está mostrando a retomada de suas táticas de guerrilha desde que perdeu o território conquistado em 2014, após ofensivas de tropas do Chade, Nigéria e Níger nos últimos meses. O grupo mantém um último reduto na reserva florestal de Sambisa. / AFP e REUTERS

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