Explosão de bomba mata soldado canadense no Afeganistão

Com esta morte, sobe para 79 o número de soldados canadenses mortos no país

Efe,

03 de março de 2008 | 03h41

As autoridades canadenses anunciaram que um soldado do país morreu neste domingo, 2, no Afeganistão quando o veículo no qual viajava foi atingido por uma explosão no sul do país. O Ministério da Defesa canadense identificou o morto como Michael Yuki Hayakaze, de 25 anos, e disse que o veículo blindado no qual patrulhava foi alcançado pela detonação de uma bomba. Com esta morte, sobe para 79 o número de soldados canadenses mortos no Afeganistão desde 2002. Além disso, um diplomata canadense também foi vitimado no país asiático. As autoridades militares canadenses disseram que o ataque aconteceu às 15h45 (10h45 de Brasília) na região Mushan do distrito de Panjawayi, cerca de 45 quilômetros ao oeste da cidade de Kandahar. "O soldado foi imediatamente retirado do local por helicóptero, mas mais tarde piorou em conseqüência dos ferimentos e foi declarado morto em sua chegada à Unidade Médica Multinacional no aeroporto de Kandahar", informou o Ministério da Defesa canadense através de um comunicado. O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, lamentou a morte do militar e disse que "o Governo reconhece o difícil trabalho realizado pelas Forças Canadenses no Afeganistão para fazer do mundo um lugar mais seguro, e proteger e promover os interesses e valores canadenses na cena mundial". O Parlamento do país está discutindo neste momento a possível extensão da missão militar no Afeganistão até 2011. O atual compromisso de Ottawa com a Otan termina em fevereiro de 2009, mas o Governo do primeiro-ministro conservador Harper quer manter os soldados canadenses no país por mais dois anos. O principal grupo da oposição, o Partido Liberal, se mostrou de acordo com a medida, mas apenas se o contingente militar canadense abandonar suas missões de combate e se concentrar na capacitação do Exército afegão.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoCanadá

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.