Explosão de caminhão-bomba mata 9 no sudeste da Argélia

Alvo do ataque é acampamento militar; 20 estão feridos, entre civis e militares

Associated Press e Efe

11 Julho 2007 | 10h55

Um militante suicida detonou um caminhão-bomba perto de um acampamento militar em uma cidade do sudeste argelino nesta quarta-feira, provocando a morte de oito pessoas e ferindo pelo menos 20, disseram testemunhas.Um caminhão-frigorífico repleto de explosivos foi pelos ares no momento em que passava pelo acampamento militar estabelecido na periferia de Lakhdaria, cidade situada cerca de 80 quilômetros a sudeste de Argel, a capital do país, disseram moradores.A explosão provocou destruição no acampamento e disseminou pânico em uma região que foi tomada pela violência na década passada e onde a segurança continua reforçada. Lakhdaria fica em Kabylie, uma região conturbada da Argélia onde atuam grupos extremistas islâmicos.O ataque ocorre no dia da abertura dos Jogos Africanos, um dos maiores eventos esportivos do continente. As sedes dos jogos são Argel, Blida e Boumerdes.Até o momento nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, o pior desde que ataques suicidas deixaram 30 mortos e mais de 200 feridos em Argel há três meses.Mais de 200 mil pessoas - entre supostos extremistas, civis e forças de segurança - já perderam a vida desde o início de uma rebelião islâmica em 1992, quando o Exército cancelou eleições cuja vitória de partidos islâmicos parecia certa.O ataque lembra os três ocorridos em 11 de abril em Argel contra a sede do governo e duas delegacias de polícia, que deixaram 32 mortos e mais de 200 feridos. Os três atentados de Argel foram reivindicados pela organização terrorista Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, que através da internet divulgou as imagens da preparação dos ataques e os testemunhos dos suicidas.Desde que o grupo argelino, dirigido por Abdelmalek Drukdel, se colocou às ordens da Al-Qaeda, foram emitidos vários comunicados nos quais os terroristas afirmam que continuarão a jihad (guerra santa) e atacarão os interesses dos países ocidentais "na terra sagrada dos muçulmanos".Matéria ampliada às 10h50 para acréscimo de informações

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