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REUTERS/Alaa Al-Marjani
REUTERS/Alaa Al-Marjani

Explosão de caminhão-bomba mata mais de 100 no Iraque

A maioria das vítimas era de peregrinos iranianos xiitas que visitavam a cidade de Kerbala; Estado Islâmico reivindica autoria

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2016 | 17h16

BAGDÁ - A explosão de um caminhão-bomba matou mais de 100 pessoas nesta quinta-feira, 24, no Iraque, em sua maioria peregrinos xiitas iranianos. Segundo fontes médicas e da polícia, a explosão ocorreu em um posto de gasolina na cidade de Hilla, 100 quilômetros ao sul de Bagdá.

O Estado Islâmico (EI), grupo militante sunita extremista que considera todos os xiitas apóstatas, reivindicou responsabilidade pelo ataque em comunicado online.

Os peregrinos seguiam da cidade sagrada xiita de Kerbala, no Iraque, de volta para o Irã após comemorar o Arbaeen, 40° dia de luto pela morte de Imam Hussein, neto do profeta Maomé, no século 7 depois de Cristo, disseram as fontes médicas.

O grande evento do calendário xiita foi organizado sob forte esquema de segurança, após ter sido alvo nos últimos anos de ataques do EI.

O posto de gasolina possui um restaurante popular entre viajantes. Cinco ônibus usados pelos peregrinos foram incendiados pela força da explosão do caminhão, que estava repleto de explosivos, disse uma fonte policial.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou o ataque, mas não divulgou número de mortos. Teerã continuará apoiando a “inexorável luta contra o terrorismo” no Iraque, disse o porta-voz do ministério, Bahram Qasemi, segundo a agência de notícias Tasnim. 

Defensiva. O Estado Islâmico intensificou ataques durante o mês passado em áreas fora de seu controle, em tentativa de enfraquecer a ofensiva militar apoiada pelos Estados Unidos e iniciada no dia 17 de outubro para retomar Mossul, última grande cidade sob controle do grupo no Iraque.

Na quarta-feira, a oeste de Mossul, as forças paramilitares do Hachd al-Chaabi (Mobilização Popular), dominada por milícias xiitas, anunciaram ter cortado a rota de abastecimento do EI entre Mossul e Raqqa, sua fortaleza na Síria, cerca de 400 km a oeste.

Ao norte e ao sul, os peshmergas (combatentes curdos) e outras tropas se aproximavam da cidade, enquanto que no interior de Mossul, tropas de elite iraquianas (CTS) dizem ter recuperado o controle de 40% da zona leste da cidade.

Ainda na quarta-feira, a coalizão internacional liderada por Washington destruiu uma das últimas pontes sobre o Rio Tigre, que corta a cidade, para evitar que o EI se reabasteça no leste de Mossul. Segundo o porta-voz da coalizão, coronel John Dorrian, como consequência, os extremistas “não podem ir para qualquer lugar”. “Eles não podem repor ou enviar reforços”, afirmou o coronel à agência France-Presse. / REUTERS e AFP 

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