AFP PHOTO / SABAH ARAR
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Explosão de carro-bomba deixa ao menos 37 mortos e 65 feridos no Iraque

Este foi o terceiro atentado em três dias consecutivos no país, após dois ataques suicidas que deixaram 28 mortos em Bagdá na noite de ano-novo, e outra ação similar que causou 7 mortes no domingo na cidade de Najaf, no sul do país

O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2017 | 09h58

BAGDÁ - Pelo menos 37 pessoas morreram e outras 65 ficaram feridas nesta segunda-feira, 2, em um atentado com um carro-bomba que estava estacionado em uma praça do distrito de maioria xiita Cidade de Sadr, no leste de Bagdá, no Iraque informou uma fonte da polícia.

O atentado aconteceu pouco depois da chegada à capital iraquiana do presidente da França, François Hollande, que tem nesta segunda uma agenda de reuniões com líderes do país árabe e depois deve passar em revista as tropas francesas no norte do país. O carro explodiu pouco antes do meio-dia local (7h de Brasília), e também causou danos em vários veículos e edifícios próximos, explicou a fonte policial. As forças de segurança cercaram a região para evitar outros ataques.

Este foi o terceiro atentado em três dias consecutivos no Iraque, após dois ataques suicidas que deixaram 28 mortos em Bagdá na noite de ano-novo, e outra ação similar que causou 7 mortes no domingo na cidade de Najaf, no sul do país.

A autoria dos dois primeiros ataques foi reivindicada pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que atualmente enfrenta o Exército iraquiano na cidade de Mossul, a capital da província de Nínive, no norte do país. O Exército iraquiano retomou na última quinta-feira sua ofensiva contra o EI no interior de Mossul e, nos primeiros dias de combates, retomou vários bairros do leste da cidade que estavam nas mãos dos jihadistas.

A visita de Hollande tem como motivo principal a ofensiva contra o grupo terrorista, na qual a França participa com tropas, carros de combate e aviões. Hollande se deslocará nesta segunda a Irbil, capital da região semiautônoma do Curdistão iraquiano, que fica a cerca de 80 quilômetros de Mossul, onde se encontram as bases militares francesas. / EFE

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