REUTERS/Wissm al-Okili
REUTERS/Wissm al-Okili

Explosão de carro-bomba em Bagdá mata ao menos 64 pessoas e fere outras 87

Caminhonete com explosivos foi detonada perto de um salão de beleza em um mercado movimentado em uma hora de grande movimento; Estado Islâmico reivindicou ataque

O Estado de S. Paulo

11 Maio 2016 | 10h22

BAGDÁ - Um carro-bomba, cuja autoria da explosão em um bairro xiita de Bagdá foi assumida pelo Estado Islâmico, matou 64 pessoas e feriu 87 nesta quarta-feira, 11, informaram a polícia iraquiana e fontes hospitalares.

A caminhonete repleta de explosivos foi detonada perto de um salão de beleza em um mercado movimentado de Sadr City em uma hora de grande movimento. A maioria das vítimas eram mulheres, e muitas das pessoas feridas se encontram em estado grave, disseram as fontes.

A agência de notícias Amaq, que apoia o Estado Islâmico, disse que um homem-bomba tinha como alvo milicianos xiitas. O atentado, o mais violento na capital iraquiana em 2016, aconteceu em meio a uma crise política que pode prejudicar a luta contra os jihadistas do Estado Islâmico.

Depois do ataque, que destruiu várias lojas e automóveis, os moradores do bairro protestaram contra o governo, que é apontado como culpado pela insegurança.

O grupo sunita ultrarradical, que considera os xiitas apóstatas, assumiu a autoria de um duplo ataque suicida em Sadr City em fevereiro que deixou 70 mortos.

A segurança está melhorando gradualmente em Bagdá, que uma década atrás era alvo de explosões diárias, mas a violência direcionada tanto contra forças de segurança quanto contra civis ainda é frequente, e ataques de grande porte às vezes provocam retaliações.

A luta contra o Estado Islâmico intensificou um conflito sectário de longa duração no Iraque, sobretudo entre a maioria xiita e a minoria sunita. / REUTERS, EFE E AFP

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