REUTERS/Luisa Gonzalez
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Procuradoria divulga nome de autor de ataque na Colômbia que deixou 21 mortos

Carro com 80 quilos de explosivos estava dentro de uma escola que forma oficiais da Polícia Nacional colombiana; possível motivação não foi revelada

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2019 | 14h23
Atualizado 18 de janeiro de 2019 | 12h32

BOGOTÁ - A Procuradoria da Colômbia anunciou que identificou o homem que explodiu, nesta quinta-feira, 17, um carro com 80 quilos de explosivos em uma academia de polícia em Bogotá, causando a morte de 21 pessoas e deixando 68 feridas.  Trata-se de José Aldemar Rojas Rodríguez, de 57 anos. 

A Procuradoria não informou se o autor do ataque está envolvido com algum grupo armado, mas garantiu que "nas próximas horas" dará mais informações sobre os "determinadores ou autores intelectuais deste ato terrorista". 

O carro explodiu dentro da academia de polícia Escola General Santander, em Bogotá, na Colômbia, na manhã desta quinta-feira, segundo informações dos jornais colombianos El Tiempo e El Espectador. As autoridades suspeitam que tenha sido um atentado terrorista.

O veículo que explodiu estava dentro da escola, que forma os oficiais da Polícia Nacional da Colômbia, por volta das 9h48 do horário local. Imagens mostraram o carro em chamas. Ambulâncias e helicópteros foram para o local. Testemunhas disseram que ouviram uma explosão que destruiu as janelas de prédios pertos da escola.

Embora os investigadores não tenham entrado em detalhes sobre a explosão, policiais que pediram anonimato afirmaram à France-Presse que o autor foi descoberto após um cachorro identificar os explosivos em seu carro. Ele teria acelerado, atropelando um policial, e durante a perseguição explodido o carro, acabando com a própria vida e a dos perseguidores.

O presidente Iván Duque classificou o episódio como "um ataque miserável" e falou que a Colômbia não irá se curvar à violência. "Todos os colombianos rejeitamos o terrorismo e estamos unidos para combatê-lo", publicou em rede social.

Recentemente, rebeldes da guerrilha de extrema esquerda do Exército de Libertação Nacional (ELN) têm aumentado os ataques contra alvos de polícia na Colômbia em meio a uma disputa com Ivan Duque sobre como reiniciar as conversas sobre acordos de paz. Desde que ele tomou posse em agosto de 2018, ele se recusou a negociar um cessar-fogo.

O ELN era considerado uma ameaça militar menor que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), cujo acordo de paz feito em 2016 desarmou os 7 mil guerrilheiros. Por décadas, moradores de Bogotá viveram sob atentados de bombas de rebeldes de extrema esquerda ou pelo cartel de drogas de Pablo Escobar. / AP e AFP

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