Explosão de granada mata 1 palestino em procissão fúnebre

Militantes palestinos detonaram uma granada caseira durante uma procissão funerária na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, causando a morte de um rapaz de 18 anos, disseram fontes hospitalares.Aparentemente, a granada foi lançada como uma espécie de demonstração de força, sem a intenção de ferir ninguém, disseramtestemunhas.Durante os funerais de pessoas assassinadas pelo Exército de Israel é comum ver pistoleiros palestinos dispararem para o altoe pedir vingança contra o Estado judeu.Said Mabi, de 18 anos, foi ferido pelos estilhaços do explosivo e morreu antes de chegar ao hospital, disse o doutor Ali Moussa, do Hospital de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza. Mabi participava das procissões fúnebres em homenagem a dois palestinos mortos durante uma incursão militar israelenserealizada ontem.Em Hebron, na Cisjordânia, o Exército de Israel alegou ter encontrado uma bomba e realizado uma explosão controlada numa casa pertencente a um suposto militantes da milícia Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa.O Exército diz que seus homens vasculharam a casa de Hazem Qawasmeh e encontraram a bomba, assim como dois fuzis. OExército então detonou o material encontrado. A explosão destruiu quase toda a casa de dois andares.Familiares disseram Qawasmeh esteve sob custódia de Israel por mais de um ano, o que o Exército nega. Seu irmão, Hatem, e outrohomem foram detidos pelos soldados durante a operação realizadana manhã de hoje.O Exército anunciou a detenção de outras 12 pessoas na Cisjordânia durante a noite de domingo, inclusive membros dosmovimentos Hamas, Jihad Islâmica e Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).Ainda hoje, o Exército anunciou a suspensão dos toques de recolher em Qalqiliya, Hebron, Ramallah, Jenin e Tulkarem, masmanteve a medida em Belém e Nablus. A suspensão dos toques de recolher significa que agora as pessoas podem circularlivremente por elas.No entanto, o Exército impediu os palestinos de entrar em território israelense. A proibição deverá continuar vigente durante as eleições gerais em Israel, previstas para amanhã, e será suspensa na quarta-feira, disseram oficiais.A decisão afeta trabalhadores e estudantes palestinos que têm permissão para entrar em Israel - número que se reduziu drasticamente depois do início da segunda intifada, em setembrode 2000.As pesquisas de opinião mostram o governista Partido Likud à frente, com 32 das 120 cadeiras do Knesset (Parlamento). Opacifista Partido Trabalhista deve obter entre 15 e 18 assentos.Os pesquisadores ouviram 1.109 pessoas. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais.No extremo norte da Cisjordânia, Israel começou a trabalhar emmais uma parte de sua cerca de segurança, construída com oobjetivo de impedir a entrada de militantes palestinos emIsrael.A construção da cerca começou no ano passado, mas vemprogredindo muito lentamente, apesar de muitos israelensesacreditarem que esta é a única forma de proteger suascomunidades da revolta palestina, especialmente aqueles quevivem perto da Cisjordânia.As autoridades israelenses também anunciaram hoje oprolongamento do fechamento da Universidade de Hebron - por mais seis meses - e o da Politécnica da cidade por mais três semanas. As duas instituições foram fechadas no dia 5, depois de dois homens-bomba palestinos terem matado 23 pessoas em Tel-Aviv.No Cairo, grupos palestinos reunidos para discutir o fim dosataques contra civis israelenses não chegaram a um acordo. OHamas e a Jihad Islâmica não aceitam suspender os atentados e serecusaram a aceitar a Organização de Libertação Palestina (OLP)como representante dos palestinos. Os dois grupos tambémrejeitam a Autoridade Palestina como único poder nos territóriosautônomos.

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