Explosão de homem-bomba mata 4 soldados no Iêmen

Militantes islâmicos aproveitaram protestos pró-democracia para se apoderar de territórios no sul

REUTERS

13 de março de 2012 | 08h30

SANA - Pelo menos quatro soldados iemenitas foram mortos nesta terça-feira, 13, quando um homem-bomba detonou um veículo carregado de explosivos perto de um posto de controle no sul do país, disse uma fonte policial, o mais recente de uma série de ataques por militantes islâmicos.

 

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A fonte disse à Reuters que pelo menos quatro soldados ficaram feridos no ataque nas redondezas da cidade de al-Bayda, na província de mesmo nome. O governador disse que confrontos entre o Exército e "terroristas" começaram após a explosão.

"O homem que dirigia o carro explodiu o veículo quando ele parou em um posto de controle", disse a fonte. "Ficou despedaçado e matou quatro soldados imediatamente. Quatro outros foram levados para o hospital com ferimentos graves."

Ninguém assumiu responsabilidade pelo ataque, porém militantes islâmicos ligados à Al Qaeda aproveitaram os protestos pró-democracia, que duraram meses no ano passado, para se apoderar de faixas de territórios no sul do país.

Ataques aéreos atribuídos ao Iêmen e aos Estados Unidos mataram mais de 60 militantes na semana passada, disseram fontes tribais e autoridades locais. O governo norte-americano têm usado aviões não tripulados repetidamente para atingir militantes no Iêmen.

Protestos contrários ao governo que paralisaram a nação empobrecida em boa parte do ano passado enfraqueceram severamente o controle do governo central sobre o país, particularmente no sul, onde os militantes tomaram várias cidades.

Em sua pior ofensiva, militantes mataram no início do mês ao menos 110 soldados em ataques contra as forças do governo nos arredores de Zinjibar, capital da província de Abyan, em um lembrete sombrio dos desafios que Abd-Rabbu Mansour Hadi enfrenta como o novo presidente.

Atento à presença da Al Qaeda no Iêmen, Washington apoiou a eleição de Hadi no mês passado sob um acordo mediado pelos países árabes do Golfo para tirar o seu antecessor Ali Abdullah Saleh do poder após um ano de turbulência política.

Os Estados Unidos equiparam e treinaram unidades militares iemenitas -notadamente aquelas liderados pelo filho e sobrinho de Saleh- para "contraterrorismo", embora ambos os lados dizem que a cooperação militar diminuiu durante as manifestações políticas contra Saleh.

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