Tamir Kalifa/Reuters
Tamir Kalifa/Reuters

Após nova explosão de pacote-bomba, polícia do Texas procura por 'serial bomber'

Segundo autoridades de Austin, dois homens anglo-saxões ficaram 'significativamente feridos' na 4ª explosão em menos de um mês na cidade; mudança de método de detonação pode indicar que autor tem mais sofisticação do que o imaginado pela polícia

O Estado de S.Paulo

19 Março 2018 | 02h58
Atualizado 19 Março 2018 | 16h36

AUSTIN, EUA - Duas pessoas ficaram feridas na explosão misteriosa de uma nova bomba em Austin, a quarta em um mês na capital do Texas, fazendo a polícia acreditar que está lidando com um 'serial bomber' profissional do que inicialmente imaginava.

"As vítimas são dois homens de 22 e 23 anos de idade, dois homens anglo-saxões", indicou Brian Manley, chefe da polícia de Austin, nesta segunda-feira, 19. Os dois estão internados, com "ferimentos significativos, mas em condição estável." Manley explicou que a divisão de explosivos da polícia também investiga uma outra mochila suspeita encontrada na área.

Esta nova explosão ocorreu no domingo à domingo, poucas horas depois que a polícia emitiu um alerta pedindo informações sobre o autor ou autores dos ataques anteriores que deixaram dois mortos e dois feridos. "Definitivamente estamos lidando com o que pensamos ser um 'serial bomber'", estimou Brian Manley.

Os investigadores trabalhavam até o momento com a hipótese de crimes racistas, uma vez que as três primeiras explosões fizeram vítimas negras ou hispânicas.

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Os dois pacotes anteriores causaram a morte de dois afro-americanos: um homem de 39 anos, em 2 de março, e um jovem de 17 anos, em 12 de março. Uma senhora de 72 anos, de origem hispânica, também ficou gravemente ferida em 12 de março.

Após esta quarta explosão, que feriu dois homens brancos, as autoridades não excluem nenhuma hipótese. "Esta é a questão desde o início, trata-se de terrorismo, de crime racista (...) Estamos apenas nas etapas preliminares" da investigação, disse Manley.

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Os dois homens parecem ter provocado a explosão quando passaram sobre um fio detonador colocado à beira de uma estrada nesta cidade universitária do sul do país. Nos três ataques anteriores, pacotes foram deixados em frente às residências das vítimas.  

"O suspeito ou suspeitos com os quais estamos lidando têm um nível de sofisticação talvez maior do que imaginávamos no início, em vista dessa mudança de método para um dispositivo mais elaborado", declarou o chefe da polícia. 

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As autoridades ainda não identificaram qualquer suspeito e voltaram a ressaltar a recompensa de até US$ 115.000 para qualquer informação que os ajude.

Centenas de policiais trabalham neste caso, incluindo especialistas da FBI (a Polícia Federal americana) e do Escritório do Álcool, Tabaco e Armas de Fogo (ATF, na sigla em inglês).

No domingo, Manley enviou uma mensagem ao autor, ou autores, desses ataques. "Queremos compreender o que o levou a fazer isso e queremos ouvi-lo", declarou. / AFP e EFE

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