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Explosão deixa um morto e 8 feridos em sede regional do PC chinês

Ataque ocorre dez dias depois de atentado atribuído a grupo separatista islâmico em Pequim

O Estado de S. Paulo,

06 de novembro de 2013 | 09h28

PEQUIM  - Pelo menos uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas após a explosão nesta quarta-feira, 6, de uma série de bombas caseiras em frente à sede provincial do Partido Comunista da China na cidade de Taiyuan, capital da província de Shanxi, no centro do país, informou a polícia local.As explosões, que destruíram também vários veículos em frente à sede do partido, foram aparentemente causadas por artefatos de fabricação caseira, informou o governo provincial em seu site.

A polícia de Taiyuan informou que dos oito feridos, pelo menos um se encontra em estado grave. A agência oficial chinesa, Xinhua, mencionou a presença de pequenas esferas metálicas espalhadas pelo local da explosão. A televisão estatal chinesa, CFTV, afirmou que os artefatos estavam escondidos nos jardins e canteiros ao longo da rua onde está localizado o edifício oficial.

Segundo Liu Guoliang, uma testemunha ocular citada pela Xinhua, uma caminhonete explodiu e espalhou vários escombros em frente ao edifício oficial em Taiyuan. A explosão se transformou rapidamente em um dos temas mais comentados nas redes sociais chinesas, com fotos dos internautas mostrando veículos de bombeiros e ambulâncias na região.

A área foi isolada e a polícia está investigando o fato, que aconteceu apenas dez dias depois da morte de cinco pessoas na Praça de Praça da Paz Celestial em Pequim, quando um veículo atropelou alguns turistas e pegou fogo em frente ao retrato de Mao Tsé-tung na entrada da Cidade Proibida.

As autoridades chinesas classificaram aquele incidente como uma ação terrorista de membros da minoria uigur, de religião muçulmana, que vive na província de Xinjiang.

O incidente de hoje ocorreu faltando três dias para uma reunião importante da cúpula do partido comunista chinês, o 3º Plenário do Comitê Central no 18º Congresso, onde espera-se que as autoridades anunciem uma ampla série de reformas, a maioria delas econômicas. / EFE

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