Explosão e ataques deixam sete mortos no Cáucaso russo

Das vítimas, dois eram policiais russos; região do Cáucaso Norte é assolada por insurgência islâmica

AE-AP, Agência Estado

23 de agosto de 2010 | 18h53

Sete pessoas morreram nesta segunda-feira, 23, vítimas de ataques e explosões, na conturbada região russa do Cáucaso Norte, assolada por uma insurgência islâmica, informaram autoridades locais.

 

Dois guardas russos foram decapitados. Perto dos cadáveres dos agentes, a polícia também encontrou o corpo decapitado de um trabalhador do serviço florestal do Daguestão.

 

Outras quatro pessoas morreram nesta província quando os carros nos quais viajavam explodiram, informou o porta-voz da polícia, Vyacheslav Gasanov. Segundo ele, os veículos aparentemente eram de insurgentes islamitas que transportavam explosivos para atentados.

 

Três pessoas também foram feridas em outros ataques ocorridos hoje. O vice-prefeito da cidade de Kizlyar, também no Daguestão, foi alvejado por um franco-atirador quando deixava o prédio da prefeitura, informou a polícia. Ele foi ferido gravemente.

Uma menina de cinco anos e uma mulher de 19 receberam tiros perto de um posto policial na cidade de Derbent. As duas vivem numa casa ao lado do posto, que foi atacado por insurgentes com metralhadoras. Gasanov disse que várias balas arrebentaram as janelas da sala da casa, onde as duas estavam na manhã de hoje.

Na noite do sábado, dois policiais que haviam deixado o serviço no quartel desapareceram durante a madrugada. O corpo de um deles foi encontrado no dia seguinte, e o do segundo, um tenente-coronel que comandava a unidade, foi achado decapitado hoje, afirmou o porta-voz da guarda de fronteira.

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