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Explosão em posto de combustível em Gana deixa pelo menos 150 mortos

Uma enchente fez com que diesel e gasolina transbordassem dos reservatórios do posto, levando o material inflamável até um incêndio que ocorria em uma casa próxima, causando a a explosão

O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2015 | 18h34

ACRA - Pelo menos 150 pessoas morreram após uma forte explosão em um posto de gasolina em Acra, capital de Gana, que pode ter sido ocasionada pelas fortes chuvas que atingem a cidade. O número de mortos foi anunciado nesta quinta-feira, 4, pelo presidente do país, John Dramani Mahama, que visitou o local do acidente.

A explosão aconteceu na noite de quarta-feira (hora local) no posto de gasolina em Kwame Nkrumah Circle, um dos principais cruzamentos da capital, Acra, onde muitas pessoas se protegiam da tempestade que caía nesse momento. Segundo Billy Anaglate, porta-voz dos bombeiros, a enchente fez com que diesel e gasolina transbordassem dos reservatórios do posto, levando o material inflamável até um incêndio que ocorria em uma casa próxima, e isso causou a explosão.

A emissora ganense StarrFM informou que pelo menos 75 corpos já tinham sido recuperados, totalmente carbonizados. O número de mortos, segundo a imprensa local, ainda pode aumentar, pois vários feridos em estado grave foram transferidos para hospitais da cidade.

As equipes de emergência se deslocaram imediatamente até o local do acidente para controlar o incêndio causado pela explosão, que também afetou vários edifícios próximos.

O local do incidente fica em uma área de trânsito intenso no centro de Acra, onde há diversos prédios de bancos e escritórios, além de residências. Vários terminais de ônibus conectam a área a outras partes da cidade, de 4 milhões de habitantes. “A situação do trânsito piorou em algumas estradas e a água da chuva, que flui rápido, também impedia o movimento dos veículos”, informou o governo, na quarta-feira.

Além da explosão, outras pessoas morreram afogadas na enchente que inundou várias partes da cidade após dois dias de chuvas torrenciais. Elas atingiram amplas áreas de Acra e muitas pessoas ficaram às escuras depois que uma das principais estações elétricas foi afetada pelas inundações. 

A cidade tem enfrentado sucessivos blecautes nos últimos anos, que levam muitos manifestantes às ruas – de operários a celebridades locais.

Críticas. Os recentes episódios devem aumentar as críticas ao governo, que não foi capaz de melhorar a infraestrutura urbana no centro da capital. Ontem, o presidente qualificou a explosão de uma “catástrofe” e ofereceu condolências às famílias das vítimas. “Ações serão tomadas para garantir que enchentes desastrosas e as mortes provocadas por elas não se repitam”, prometeu. 

A capital do segundo maior produtor de cacau do mundo luta com enchentes todos os anos em razão da falta de canais de drenagem e esgotos para desviar a água da chuva. Bolsões de água parada provocam surtos regulares de doenças, como cólera. No ano passado, Acra registrou o maior número de casos de cólera em 20 anos. 

Brasil. O governo brasileiro divulgou uma nota sobre o acidente por meio do Ministério das Relações Exteriores. Na nota, afirmou ter tomado “conhecimento, com grande pesar” do acidente. “O Brasil manifesta sua solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo de Gana”, destacou o comunicado do Itamaraty. / EFE, AP e NYT 


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