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Explosão em Ancara foi atentado terrorista, diz promotoria turca

Inicialmente, causas da explosão haviam sido atribuídas a um vazamento de gás

EFE

20 Setembro 2011 | 12h55

ANCARA - A explosão que ocorreu nesta terça-feira, 20, no centro de Ancara e deixou pelo menos três mortos e 15 feridos foi na realidade um atentado terrorista, informou a Procuradoria do país.

 

"Concluímos que a explosão foi um ataque terrorista", disse a Procuradoria em um breve comunicado divulgado pela imprensa local. Em princípio, as causas da explosão tinham sido atribuídas a um vazamento de gás.

 

O próprio ministro do Interior turco, Idris Naim Sahin, tinha sugerido um atentado terrorista como a explicação mais plausível. "A possibilidade que seja um ataque terrorista é muito alta. Mas há uma testemunha que viu um bujão de gás cair e pegar fogo. Esta alternativa é muito duvidosa. Quando for descartada, poderemos afirmar que se trata de um atentado", disse o ministro.

 

Três corpos foram encontrados no interior de edifícios no local da explosão, o que contrariou as informações anteriores que indicavam 15 pessoas feridas e nenhuma morte.

 

O ministro explicou que cinco dos feridos estão em estado grave e destacou que a explosão aconteceu em um lugar muito movimentado, com muitas lojas e restaurantes, o que sugere que os terroristas pretendiam causar o maior dano possível.

 

A explosão aconteceu às 5h15 (de Brasília) em um micro-ônibus com propulsão a gás que estava estacionado na rua Kumrular, a menos de dez minutos da praça Kizilay e a dez minutos do escritório do primeiro-ministro.

 

Antes da confirmação da Procuradoria e das declarações do ministro, outras fontes oficiais informaram que a explosão aconteceu quando um bujão de gás de cozinha caiu de um edifício sobre um carro.

 

Segundo o jornal "Hurriyet", uma mulher e um homem foram detidos por suposto envolvimento no caso, embora ainda não haja informações oficiais sobre sua vinculação com o ataque.

 
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