REUTERS/Osman Orsal
REUTERS/Osman Orsal

Explosão em área turística de Istambul mata 10

Dos mortos, segundo a imprensa local, nove são alemães e um, peruano; explosão ocorreu perto da Mesquita Azul, em importante praça para o turismo; governo atribui ação ao Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

12 Janeiro 2016 | 09h02

(Atualizada às 14h54) ISTAMBUL - Uma forte explosão na região central de Istambul nesta terça-feira, 12, matou dez pessoas e deixou dezenas feridas. De acordo com a imprensa local, os mortos são nove alemães e um peruano. A explosão, qualificada pelo presidente Recep Tayyip Erdogan como ataque de um "terrorista suicida", ocorreu perto da Mesquita Azul de Istambul, na região turística de Sultanahmet e o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu disse que o responsável era um membro do Estado Islâmico (EI).

"Foi descoberto que o autor do ataque é um membro do Daesh (acrônimo árabe para o EI) de nacionalidade estrangeira", disse Davutoglu, em um pronunciamento à rede de televisão NTV. O primeiro-ministro confirmou também que "todos os mortos" são turistas estrangeiros, e ressaltou que a Turquia "aprecia muito seus hóspedes". Davutoglu ligou para a chanceler alemã, Angela Merkel, para expressar suas condolências. 

Ao comentar o atentado, Erdogan disse que o ato foi obra de um "terrorista suicida de origem síria". De acordo com Erdogan, em breve será possível informar a nacionalidade dos mortos. "Expresso minhas condolências pelos mortos e desejo uma rápida recuperação aos feridos", disse o presidente turco. Erdogan afirmou que o ataque de hoje mostra mais uma vez que é preciso "estar unidos contra o terror". "A Turquia é o primeiro alvo de todas as organizações terroristas que atuam na região porque a Turquia luta contra elas de forma decidida", acrescentou. 

O governo alemão pediu a seus cidadãos que estão em Istambul que evitem as concentrações em lugares públicos e diante das atrações turísticas. O Ministério das Relações Exteriores da Noruega confirmou que um norueguês ficou levemente ferido no ataque e fontes da Embaixada do Peru em Ancara indicaram à Agência Efe que uma mulher peruana também sofreu lesões. 

Mais cedo, o escritório do Governador de Istambul divulgou comunicado no qual confirmou o número de mortos contabilizados até agora e afirmou que "as causas da explosão seguem sendo investigadas, além do tipo de explosivo e a pessoa ou pessoas responsáveis".

Segundo explicaram várias testemunhas à emissora CNN Türk, a explosão ocorreu perto do obelisco egípcio na esplanada onde fica a Mesquita Azul, aparentemente entre um grupo de turistas que algumas testemunhas descreveram como de aspecto asiático. A mesquita e os monumentos próximos, como Santa Sofia e o Palácio de Topkapi, formam o principal complexo turístico de Istambul, cidade que recebe por ano quase 10 milhões de visitantes.

O presidente da Associação de Turismo de Sultanahmet afirmou ao jornal Hürriyet que o provável ataque "é um grande golpe ao turismo de toda a região". "Há 7 mil hotéis nessa região. Os turistas agora querem ir embora. Já estão buscando passagens (para retornar a seus países). Com essa explosão, o ano 2016 terminou para nós".

ReaçõesO governo do Irã condenou o atentado e ressaltou a necessidade de estabelecer um frente unida para combater o terrorismo na região e no mundo. Em declaração feita pelo porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Hussein Jaber Ansari, o Irã expressou suas condolências ao governo e ao povo da Turquia, e reiterou o desejo iraniano de estar junto com eles no combate ao terrorismo.

"Este ataque terrorista mostra mais uma vez a prioridade que é estabelecer esforços coletivos entre todos os países da região e o mundo inteiro para combater o terrorismo e o extremismo, e a necessidade de encontrar um acordo político para as crises regionais", disse Ansari. / EFE, NYT e REUTERS

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