Explosão em armazém deixa 25 mortos no Afeganistão

A violenta explosão ocorrida hoje no armazém de uma companhia de construção em Jalalabad, no Afeganistão, deixou mais de 25 mortos e 90 feridos. Autoridades militares ligadas ao governo central atribuíram a explosão a uma ação terrorista, mas funcionários locais afirmam que ela foi acidental. O armazém pertencia à Unidade Afegã de Construção e Logística, fundada como uma ONG de apoio à construção de moradias, mas depois convertida em negócio privado. A empresa estava envolvida com a construção de estradas no Afeganistão.A explosão ocorreu a poucos metros da barragem de Doronta, causando danos ao sistema hidrelétrico que supre a cidade de energia. Num raio de 500 metros do foco da explosão, 50 casas foram destruídas e outras 500 ficaram danificadas. Um buraco de 20 metros de diâmetro foi aberto no solo e os restos da companhia de construção queimaram por várias horas.Um líder militar aliado ao governo do presidente Hamid Karzai, Abdul Qayoom Azimi, afirmou que o incidente teria sido provocado por terroristas da Al-Qaeda e do Taleban com o objetivo de sabotar a barragem. Outro militar, Mohamed Sultan, disse acreditar que a explosão foi causada por um carro-bomba detonado na garagem do edifício. A tese de atentado com carro-bomba foi respaldada também pela militar americana da base de Bagram, Tina Kroske.Mas o vice-governador da Província de Nangarhar - da qual Jalalabad é capital -, Mohammed Assef Qazi Zada, declarou que não se pode descartar a possibilidade de os explosivos armazenados no local terem sido detonados acidentalmente. O incidente se assemelha à explosão, em junho, de um depósito de munição na cidade de Spin Boldak, mais ao sul, que causou a morte de 20 pessoas. Inicialmente atribuída a um atentado, constatou-se depois que o acidente foi causado por um ato de negligência. Tanto Spin Boldak quanto Nangarhar se localizam na fronteira com o Paquistão - onde podem estar abrigados fugitivos da Al-Qaeda e do Taleban.Nos útimos dias, as autoridades afegãs estão em estado de alerta máximo, depois de receberem informações de serviços de inteligência estrangeiros sobre possíveis atentados. Em 6 de julho, o vice-presidente afegão, Haji Abdul Qadir, foi assassinado em Cabul quando saía de seu gabinete. Há duas semanas, soldados afegãos interceptaram um carro-bomba conduzido por um terrorista que aparentemente pretendia desfechar um atentado suicida na capital.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.