Explosão em Bagdá mata quatro; xiitas defendem cessar-fogo

Um carro-bomba explodiu nas proximidades do quartel-general das forças de ocupação, matando quatro pessoas e ferindo outras 25. A explosão ocorreu no bairro de Harithiyah, cerca de um quilômetro de onde foi assassinado o chefe do Conselho de Governo, Izzadine Salim, num atentado igualmente em 17 de maio. Soldados dos EUA dispersaram uma multidão de irados iraquianos que os responsabilizava pela violência. Entre os mortos estava Sabiha Aref, de 72 anos, irmã dos ex-presidentes Abdel-Salam Aref e Abdel-Rahman Aref, que governaram, sucessivamente, de 1963 a 1968. Ela foi atingida por estilhaços quando estava na cozinha de casa. Ainda nesta segunda-feira, líderes xiitas exortaram tropas dos Estados Unidos a suspenderem "patrulhas agressivas" nas cidades sagradas ao sul de Bagdá, para que se preserve o cessar-fogo com a milícia do clérigo radical Muqtada al-Sadr. Os líderes xiitas pediram aos americanos para limitarem as "patrulhas agressivas", evitando passar nas proximidades de santuários em Najaf e Kufa. Em troca, os militantes que não têm seus lares nas duas cidades voltariam para suas regiões de origem, e os demais deixariam as ruas.

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