Lorenzo Tugnoli for The Washington Post
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Explosão em Beirute criou cratera de 43 metros de profundidade

Mais de 150 pessoas morreram no acidente e ainda há inúmeros desaparecidos

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2020 | 05h24

A enorme explosão no porto de Beirute na última terça-feira, 4, criou uma cratera de 43 metros de profundidade, disse uma fonte de segurança libanesa neste domingo, 9, referindo-se a uma avaliação de especialistas em pirotecnia franceses enviados ao local. A explosão devastou bairros inteiros, deixando mais de 300.000 pessoas desabrigadas e causando mais de 150 mortes e 6.000 feridos e dezenas de desaparecidos.

Causada pela explosão de um armazém contendo 2.750 toneladas de nitrato de amônio por seis anos, segundo o primeiro-ministro libanês Hassan Diab "sem medidas preventivas". A explosão causou "uma cratera de 43 metros de profundidade", segundo a fonte de segurança.

A França fornece apoio logístico ao Líbano com os meios para realizar a investigação e enviou policiais e equipes de investigação, além de ajuda médica para ajudar os libaneses. O Instituto Americano de Geofísica (USGS), com sede na Virgínia, indicou que a intensidade da explosão foi a de um terremoto de magnitude 3,3 na escala Richter.

A título de comparação, a explosão de 1962 de uma bomba atômica de 104 quilotons no local de testes nucleares "Sedan" em Nevada (oeste dos Estados Unidos) deixou uma cratera de cerca de 100 metros de profundidade. O ataque espetacular que matou o então primeiro-ministro Rafic Hariri em 2005, realizado com um caminhão carregado de explosivos, deixou uma cratera de dez metros de diâmetro e dois metros de profundidade, segundo o site do Tribunal Especial Internacional

No sábado, 8, milhares de manifestantes enfurecidos com a classe dominante acusados ​​de corrupção, incompetência e negligência ocuparam ministérios brevemente e marcharam pelo centro de Beirute exigindo vingança. /AFP

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