Explosão em Beirute mata ao menos 6 e deixa 70 feridos

Ex-ministro de Finanças do Líbano, Mohammed Chatah, está entre as vítimas do atentato

O Estado de S. Paulo,

27 de dezembro de 2013 | 08h22

Explosão destruiu carros, prédios e árvores em distrito empresarial; 5 morreram e 70 ficaram feridos (Foto: Mohamed Azakir/Reuters)

BEIRUTE - A explosão de uma bomba num distrito empresarial no centro de Beirute, capital do Líbano, nesta sexta-feira, 27, deixou pelo menos seis pessoas mortas, incluindo Mohammed Chatah, que foi ministro de Finanças durante o governo do ex-primeiro-ministro Saad Hariri. Segundo a Agência Nacional de Notícias, a explosão também deixou mais de 70 pessoas feridas, além de dezenas de carros, árvores e vidraças destruídas.

Segundo a autoridade, a bomba tinha como alvo o carro do político morto, conhecido por se opor ao regime de Bashar Assad, na vizinha Síria. O conflito sírio gerou tensões entre as comunidades sunitas e xiitas do Líbano, já que cada grupo apoia um lado na guerra civil vizinha.

O Líbano tem visto uma onda de explosões durante os últimos meses à medida que aumentam as tensões relacionadas à guerra civil na Síria. Hariri lidera a principal coalizão libanesa apoiada por países do Ocidente que se opõe ao grupo militante libanês Hezbollah, aliado de Bashar Assad.

A situação levanta receios de que o país, ainda se recuperando de uma guerra civil de 15 anos encerrada em 1990, esteja perto de entrar em uma espiral de violência sectária. O motorista do carro de Chatah também morreu na explosão.

Chatah, um economista conhecido e ex-embaixador do Líbano nos EUA, foi um dos mais próximos assessores do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, que morreu em uma explosão de bomba em Beirute em 2005. Posteriormente ele se tornou ministro de Finanças quando o filho de Rafik, Saad Hariri, assumiu o governo e continuou como seu consultor depois de perder o cargo, no início de 2011. / AP

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