Explosão em escola deixa cinco crianças feridas em Hebron

Uma bomba explodiu hoje no pátio de uma escola palestina, ferindo cinco crianças. A polícia israelense acredita que a bomba tenha sido plantada por extremistas judeus ou colonos.A explosão ocorreu na tensa cidade de Hebron, no pátio de uma escola no entroncamento de Ziff, na Cisjordânia, uma área remota habitada por beduínos, sete quilômetros ao sul de Hebron. O local está sob controle dos militares israelenses.A bomba na escola palestina explodiu logo depois do fim do recreio, às 9h45 locais, ferindo cinco crianças, entre elas um menino de seis anos. A polícia encontrou e desativou outra bomba.Enquanto alguns meios de comunicação israelenses especulavam que a bomba estava sendo montada por palestinos e explodiu prematuramente, a polícia de Israel trabalhava com a possibilidade de ter sido obra de extremistas judeus.O ato causou preocupações de que os colonos judeus comecem a participar mais ativamente de um conflito do qual, até agora, os principais protagonistas foram as forças armadas israelenses e os milicianos palestinos, com um altíssimo custo de vidas civis. O ministro palestino Saeb Erekat responsabilizou o governo de Israel pelo atentado de hoje. Israel "nunca levou qualquer um dos que mataram palestinos a sangue frio à justiça", denunciou.Yehoshua Mor-Yosef, porta-voz do Conselho dos Colonos Judeus, considerou o ataque "um ato imoral e ilegal".A maioria dos incidentes supostamente envolvendo extremistas judeus concentra-se na área de Hebron. O último havia sido em 28 de julho, quando uma menina palestina foi morta a tiros durante o enterro de um soldado israelense na cidade dividida. Os colonos foram acusados e vários foram detidos para interrogatório. Até hoje, ninguém foi indiciado.Hebron está dividida entre zonas controladas pelos palestinos e pelos israelenses, com soldados de Israel patrulhando o centro da cidade, onde cerca de 450 colonos judeus - entre eles, os mais radicais na Cisjordânia - vivem em três enclaves e entram freqüentemente em conflito com os moradores palestinos, que somam cerca de 150.000. Em outro desdobramento, o Estado judeu rejeitou hoje uma proposta palestina de cessar-fogo apresentada na Organização das Nações Unidas (ONU) durante uma reunião de representantes do chamado "Quarteto" - composto por Estados Unidos, Rússia e União Européia (UE), além da própria ONU.A proposta, apresentada pelo ministro palestino Nabil Shath para tentar conter os ataques contra civis numa primeira etapa e todos os ataques em sua segunda fase, foi qualificada como "inaceitável" em um comunicado distribuído pelo gabinete do ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, que participava da reunião.Segundo o comunicado da chancelaria israelense, o plano permitiria ataques contra pessoas não consideradas civis durante a primeira etapa de implementação.Ainda hoje, a Suprema Corte israelense rejeitou uma petição das famílias de dois militantes suicidas palestinos para evitar a destruição de suas casas pelos militares de Israel, informou a Rádio do Exército. As famílias dos extremistas, que mataram 11 israelenses em 1º de dezembro último, alegaram que não sabiam das intenções dos dois.Mais cedo hoje, tropas israelenses invadiram o campo de refugiados de Khan Younis, em Gaza, e explodiram metalúrgicas onde, segundo Israel, palestinos produziam armas - a última das que já se tornaram incursões quase diárias de forças israelenses em Gaza.

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