Explosão em frente a hotel no Quênia deixa dois mortos

Causa da detonação ainda é desconhecida, mas testemunhas apontam atentado

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

Uma explosão ocorrida do lado de fora de um hotel no centro de Nairóbi, capital queniana, durante a manhã desta segunda-feira, 11, deixou dois mortos e feriu mais de 30, lançando estilhaços de vidros pelo ar, segundo autoridades. A causa da explosão não estava imediatamente clara, mas o comissário de polícia Mohamed Hussein Ali disse que foi "algo que alguém carregava". Respondendo se seria um ataque suicida, ele disse que "este tipo de especulação não é factual". O porta-voz da polícia Eric Kiraithe disse que investigações iniciais indicavam que "a fonte da explosão era extremamente pequena", adicionando que não haviam traços de "altos explosivos" no local. A último grande ataque a bomba foi em 1998, quando 225 morreram nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, simultaneamente atacadas. A Al-Qaeda foi culpada pelo atentado. Testemunhas afirmam que um homem deixou uma mala em um estande de engraxar sapatos e desceu correndo a rua segundos antes da explosão. Robert Maritim, que havia acabado de lustrar seus sapatos, disse que o homem o empurrou quando entrava na Moi Avenue, uma das vias de maior movimento em Nairóbi. Assim que Maritim se levantou, a explosão o levantou do chão e o jogou contra uma árvore. "Estou agradecendo a Deus", disse Maritim, após revelar que o engraxate se feriu e que talvez não teria chances de sobreviver. O restaurante onde foi registrada a explosão fica a 300 metros do hotel Hilton e do edifício que abriga mais 10 embaixadas. Segundo o porta-voz do centro hospitalar, Haman Wabwoba, 33 feridos chegaram ao hospital Kenyatta, dos quais 10 foram internados e 4 tiveram que ser operados imediatamente, mas nenhum deles está em estado crítico.

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