Explosão em Haifa foi provocada por homem-bomba

Foi um terrorista suicida que explodiu uma bomba em um ônibus lotado em Haifa, no Norte de Israel, informaram fontes oficiais. O atentado terrorista, o primeiro em Israel desde janeiro, deixou 15 mortos e vários feridos. A explosão arrancou o teto do ônibus, espalhando destroços e corpos pela rua, uma das principais da cidade. Segundo testemunhas, a explosão ocorreu logo que o ônibus parou no bairro de Carmelia, situado numa colina, às 14h17 (horário local). Segundo fontes oficiais, por causa do horário, o ônibus devia estar cheio de estudantes da Universidade de Haifa, situada nas proximidades. Não houve nenhuma reação imediata, nem de Israel, nem da Autoridade Palestina. ?Foi um ataque terrorista, de um homem bomba?, disse o chefe de polícia de Haifa, Yaacov Borovsky. Membros das equipes de resgate disseram que pelo menos oito pessoas morreram e diversas ficaram feridas. Segundo as informações de rádios israelenses, o número de mortos pode chegar a 11. Alguns feridos foram atentidos no próprio local do atentado, e outros foram levados para hospitais próximos. Choque?Há dezenas de vítimas, entre algumas gravemente feridas?, disse à televisão israelense Avi Zohar, um porta-voz das equipes de resgate. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas. ?Ouvi uma explosão forte e todas as luzes do meu salão se apagaram?, contou Ronem Levy, que trabalha em um salão de beleza próximo do local da explosão. ?Eu ainda estou em choque.?O teto do ônibus foi completamente destruído e toda a carroceria foi queimada. Abdel Aziz Rantisi, um porta-voz do grupo extremista islâmico Hamas, elegiou o ataque, mas não assumiu a responsabilidade por ele. ?Não vamos parar nossa resistência?, disse. ?Não vamos recuar diante dos assassinatos diários de palestinos?. O atentado terrorista ocorre poucos dias após o estabecimento de um novo governo em Israel, de direita. Alguns dos ministros mais importantes do novo gabinete já pediram, no passado, a expulsão de Yasser Arafat, o líder da Autoridade Palestina, a quem acusam de patrocinar os ataques terroristas. O atentado também coincide com uma ofensiva militar de Israel que já dura duas semanas contra o grupo extremista Hamas, na Faixa de Gaza, na qual dezenas de palestinos foram mortos, incluindo civis. Em um deles, uma mulher grávida foi morta.

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