Explosão em mesquita do Iêmen mata 15 e fere 60

Cerca de 15 pessoas foram mortas e outras60 ficaram feridas quando uma bomba colocada em uma motoexplodiu do lado de fora de uma mesquita da instável cidade deSaada, norte do Iêmen, na sexta-feira, afirmou um membro dasforças de segurança daquele país. A explosão aconteceu quando os fiéis, entre os quaisoficiais do Exército, saíam da Mesquita Salman, após as oraçõesda sexta-feira, disseram autoridades e integrantes das forçasde segurança. "Essa é uma mesquita grande", afirmou o dirigente de Saada,Motakhar Rashad, ao canal de TV Al Jazeera. Pouco antes, Rashadhavia dito ao mesmo canal que seis pessoas tinham morrido noatentado e que outras 35 haviam ficado feridas. No entanto, um membro das forças de segurança do Iêmen quenão quis ter sua identidade revelada afirmou que a cifra demortos era muito maior, "de cerca de 15," e que o número deferidos havia ficado entre 60 e 70. Segundo essa autoridade, o imã da mesquita, Askar Zaayl, étambém chefe de gabinete de Ali Mohsen, comandante das forçasmilitares no norte do Iêmen e líder da luta do governo contraos rebeldes leais a Abdul-Malik al-Houthi -- membro da seitaZaydi, xiita. Mohsen não estava na mesquita no momento da explosão. Não se sabe ainda quem plantou a bomba perto da porta damesquita, mas essa região viu-se atingida por atos esporádicosde violência desde o início, em 2004, dos conflitos entre asforças governistas e os rebeldes de Houthi. Centenas de pessoas foram mortas e milhares abandonaramsuas casas em Saada, desde o começo da onda de violência. Na noite de terça-feira, sete soldados iemenitas morreramem uma emboscada realizada pelos rebeldes, que costumam entrarem choque com as forças do governo, aliado dos EUA, e comtribos simpatizantes dele. Autoridades do Iêmen dizem que os rebeldes desejamregressar a uma forma de governo clerical dominante no país atéa década de 60. Os rebeldes, a seu turno, afirmam estardefendendo seus vilarejos das agressões partidas do governo. Os sunitas respondem pela maioria dos 19 milhões dehabitantes do país. Quase todo o restante da população,incluindo Houthi e seus simpatizantes, é da seita Zaydi. Os homens de Houthi, que não teriam ligações com a AlQaeda, uma rede militante sunita, opõem-se à aliança do paíscom os EUA. O Iêmen, um dos países mais pobres do mundo, enfrentaoutros conflitos violentos. O país viu ocorrerem vários ataques contra suas instalaçõespetrolíferas, prédios do governo e navios da França e dos EUA. Na quarta-feira, disparos foram realizados contra umcomplexo do governo localizado perto da embaixada italiana, emSanaa. Um ataque semelhante feriu 13 alunas de uma escolasituada nas proximidades da embaixada norte-americana, emmarço.

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