Explosão em Moscou pode estar relacionada com ampla rede terrorista

A explosão de uma bomba nesta quinta-feira de manhã no centro de Moscou, que matou o agente que tentava desativá-la, pode ter sido um ataque vinculado ao atentado suicida do fim de semana em meio a um concerto de rock e parte de uma rede terrorista que está treinando mulheres suicidas para uma série de atentados em toda a Rússia. A polícia deteve uma mulher que tentava entrar com uma sacola cheia de explosivos em um restaurante pouco antes da meia-noite da quarta-feira na rua moscovita de Tverskaya-Yamskaya, um bulevar central de Moscou que conduz ao Kremlin. Assim que foi detida, a mulher informou que tinha uma bomba em seu poder. A polícia tentou sem sucesso desativar o explosivo com a ajuda de um robô. Um agente do Serviço Federal de Segurança foi chamado, mas a bomba explodiu no momento que ele tentava desativá-la, matando o agente. O major Georgy Trofimov, do Serviço de Segurança Federal, que completaria 30 anos este mês, já havia desativado um cinto com explosivos utilizado por uma das duas atacantes suicidas que morreram nos atentados de sábado no local onde se realizava um festival de rock e nos quais morreram 14 pessoas e cerca de 60 ficaram feridas. Segundo o ministro do Interior russo, Boris Gryszlov, os dois ataques estão relacionados e foram coordenados por unidades terroristas que ?têm uma liderança comum?, afirmou Gryzlov em uma entrevista à televisão russa. Ele se recusou, porém, a dar o nome dos líderes da rede.

Agencia Estado,

10 Julho 2003 | 16h24

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.