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EFE/EPA/RESCUE
EFE/EPA/RESCUE

Explosão em ônibus no Paquistão deixa ao menos 13 mortos

Entre as vítimas estão nove chineses que trabalhavam na construção da represa de Dasu

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 07h30
Atualizado 14 de julho de 2021 | 11h22

PEXAUAR - Treze pessoas, incluindo nove cidadãos chineses, morreram nesta quarta-feira, 14, em uma explosão em um ônibus que acabou caindo por um barranco, no noroeste do Paquistão, informou a polícia e fontes oficiais. O acontecimento foi classificado como um "ataque" por autoridades da China.

“A explosão colocou fogo no motor, fez com que o veículo caísse em um barranco, e 13 pessoas morressem, nove delas chinesas”, relatou uma autoridade local à AFP. 

As mesmas fontes disseram que outros 28 chineses ficaram feridos. De acordo com a polícia, a origem da “forte explosão” ainda é desconhecida.

O veículo transportava engenheiros, topógrafos e equipes de chineses que faziam  a manutenção mecânica na construção da represa de Dasu, na província de Jaiber Pastunjua.

Uma fonte da polícia local, que pediu para não ser identificada, confirmou a ocorrência, causada por “uma forte explosão cuja natureza é desconhecida”. 

A China condenou o incidente e apelou ao Paquistão para punir severamente os culpados.

“O projeto de uma empresa chinesa no Paquistão sofreu um ataque, matando cidadãos chineses”, declarou a embaixada chinesa no Paquistão em um comunicado nesta quarta. 

A embaixada também pediu às empresas chinesas no país que reforcem suas medidas de segurança.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, pediu às autoridades paquistanesas que “punam severamente” os responsáveis pela explosão e “protejam com seriedade os cidadãos e as organizações chinesas” no país. 

Ressentimento contra a China

A segurança dos trabalhadores chineses nos diferentes projetos de infraestrutura no Paquistão é, há tempos, motivo de preocupação para Pequim, que investiu bilhões de dólares neste país nos últimos anos.

Em abril, um atentado teve como alvo o hotel onde estava hospedado o embaixador chinês, no sudoeste do Paquistão. Pelo menos quatro pessoas morreram, e dezenas ficaram feridas na ação reivindicada pelo Tehreek-e-Taliban Paquistão (TTP), os Taliban paquistaneses. 

Os projetos financiados pela China criam frequentemente fortes ressentimentos no Paquistão, especialmente entre os grupos separatistas, que acreditam que a população local em nada se beneficia deles, uma vez que a maior parte da força de trabalho é chinesa.

Em maio de 2019, um ataque a um hotel de luxo perto do porto sudoeste de Gwadar, estratégico para o megaprojecto de infraestruturas do Corredor Econômico do Paquistão (CPEC) na China, matou oito pessoas. 

Seis meses antes, um atentado bombista suicida no consulado chinês em Carachi, a maior cidade e capital financeira do Paquistão, matou pelo menos quatro pessoas. 

Em junho de 2020, a bolsa de Carachi, onde muitas empresas chinesas estão presentes, foi atacada e pelo menos quatro pessoas foram mortas.

Estes ataques foram reivindicados pelo Exército de Libertação do Balochistão (BLA).

Por volta de 2010, o TTP também realizou vários ataques nas principais cidades paquistanesas a partir da sua fortaleza nas áreas tribais, onde abrigou grupos jihadistas, incluindo a Al-Qaeda.

Mas uma importante operação militar lançada em 2014 levou à destruição da estrutura de comando do TTP, trazendo uma melhoria das condições de segurança em todo o país.

No entanto, há relatos de um reagrupamento dos Taliban paquistaneses nos últimos meses na fronteira com o Afeganistão, de onde frequentemente alegam confrontos com as forças armadas paquistanesas./ AFP

 

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