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Número de mortos em explosão na China sobe para 50; importações foram afetadas

Ainda não se sabe as causas do acidente, mas questiona-se a forma como os materiais explosivos eram armazenados no local

O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 07h38

PEQUIM - Sobe para 50 o número de mortos em explosão que atingiu uma área industrial da cidade portuária de Tianjin, nordeste da China, na noite de quarta-feira, segundo veículos de imprensa local. Centenas de pessoas ficaram feridas no acidente que aconteceu em um terminal de contêineres que armazenavam produtos inflamáveis.

“Pensei que era um terremoto, então desci correndo as escadas descalça”, disse uma moradora da região, cuja casa está localizada a quilômetros do local da explosão. A onda provocada pelo incidente chegou a ser sentida a até dez quilômetros de distância. “Havia uma grande bola de fogo no céu com nuvens espessas. Todo mundo podia ver”, afirmou.

Veja vídeo da explosão:

O responsável pelos serviços funerários do Hospital Teda, em Tianjin, disse ao jornal Beijing News que o centro sanitário já recebeu 42 corpos relacionados ao incidente, mas as autoridades ainda não confirmaram o número.

Já a agência oficial Xinhua fala em 44 mortos, entre eles 12 bombeiros, além de mais de 500 feridos e vários desaparecidos.

As causas das explosões ainda são desconhecidas, mas há dúvidas sobre se os materiais explosivos eram armazenados corretamente.

O Departamento de Bombeiros de Tianjin afirmou que o incêndio começou na noite de quarta-feira e que ocorreram duas grandes explosões com 30 segundos de diferença, seguidas de outras menores.

O Centro de Redes de Terremotos da China afirmou que a segunda explosão, que causou maiores danos, foi equivalente a uma provocada por 21 toneladas de explosivos TNT (trinitrotolueno).

Segundo informações das autoridades locais e relatos de moradores, as explosões destruíram janelas e portas, sacudiram edifícios e fizeram com que as pessoas saíssem correndo pelas ruas.

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, exigiram que sejam feitos todos os esforços para salvar os feridos e minimizar as consequências do acidente, segundo a agência oficial.

Veículos de imprensa local disseram que o diretor da empresa foi detido e que o presidente chinês pediu punições severas para todos que forem responsávels pelas explosões.

O Conselho de Estado, gabinete do governo na China, enviou um grupo de trabalho conduzido pelo ministro da Segurança Pública, Guo Shengkun, para coordenar o resgate.

Importações. Com o acidente, as operações de importação de minério de ferro foram afetadas, e os navios petroleiros encontram dificuldades para chegar a sair do porto de Tianjin.

Autoridades da indústria disseram que as instalações de petróleo e gás não foram afetadas, mas a Administração de Segurança Marítima de Tianjin informou que chegadas e partidas de navios de produtos químicos e petróleo foram interrompidas. /EFE, REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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