TVGE / via Reuters
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Explosão em quartel deixa ao menos 15 mortos e 500 feridos na Guiné Equatorial

Tragédia aconteceu em Bata, maior cidade do país; explosões teriam sido causadas por negligência relacionada ao uso de dinamite na base

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2021 | 18h46

Pelo menos 15 pessoas foram mortas e mais de 500 ficaram feridas após uma série de explosões em uma base militar em Bata, Guiné Equatorial, neste domingo, 7. O acidente causou danos graves ao quartel e a casas vizinhas, no bairro de Nkoantoma.

Em um pronunciamento na rede de televisão estatal TVGE, o presidente do país, Teodoro Obiang, afirmou que as explosões teriam sido causadas por um “acidente provocado por negligência da unidade encarregada de armazenar explosivos, dinamite e munições”.

Três explosões ocorreram por volta das 15h, no horário local, e uma quarta explosão se seguiu cerca de duas horas depois. O quartel de Nkoantoma está localizado próximo a uma área de habitação social. Dezenas de pessoas foram vistas fugindo do local do incidente, várias delas feridas, segundo a TVGE.

Na área da explosão, telhados de ferro foram arrancados das casas e apenas uma ou duas paredes permaneceram na maioria das residências. Imagens de televisão mostraram equipes retirando pessoas de pilhas de entulho, e as carregando embrulhadas em lençóis. Em um hospital local, as enfermarias estavam sobrecarregadas, e parte dos feridos encontravam-se deitados no chão ou em mesas, aguardando atendimento.

Segundo o Ministério da Saúde local, ainda não é possível confirmar o número total de mortos e feridos. Em sua conta oficial no Twitter, o órgão comunicou que ainda podem haver mais desaparecidos entre os escombros. O Ministério afirmou ainda que foi declarada emergência de saúde no local e pediu a colaboração de doadores de sangue na região. “O contingente de trabalhadores da saúde do corpo de bombeiros está implantado no local prestando assistência à saúde e transferindo os feridos graves e gravemente graves para os hospitais”, acrescentou./EFE e Reuters

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