EFE/EPA
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Explosão em usina de gás na China deixa 12 mortos e 19 feridos

Por conta da má aplicação dos regulamentos de segurança, acidentes industriais mortais são comuns no país; três pessoas seguem desaparecidas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2019 | 01h28
Atualizado 20 de julho de 2019 | 12h33

PEQUIM - Uma forte explosão em uma usina de gás no centro da China deixou ao menos 12 mortos, três desaparecidos e 19 feridos em estado grave nesta sexta-feira, 19, segundo novo balanço da tragédia realizado neste sábado, 20 e divulgado pela imprensa estatal. A detonação ocorreu às 17h45 (06h45 em Brasília) em uma oficina da fábrica Henan Coal Gas Group localizada em Yima, cidade de Sanmenxia que fica a 900 km de Pequim.

A explosão afetou uma unidade de refrigeração da usina, mas não as áreas dos tanques de gás, disse uma agência local. As operações na fábrica foram interrompidas.

A emissora de televisão estatal CCTV transmitiu imagens de destroços, pessoas em pânico e médicos com seus jalecos brancos ensanguentados, protegendo o nariz com lenços. Vídeos postados nas redes sociais mostram também uma enorme coluna de fumaça cinza e densa no local. 

Com a explosão, vidros e portas de imóveis em um raio de três quilômetros da usina também foram danificados. 

Acidentes industriais

Acidentes industriais mortais são comuns na China, onde os regulamentos de segurança são muitas vezes mal aplicados. Em novembro passado, um vazamento de gás em uma fábrica de produtos químicos causou uma explosão que deixou 23 mortos em Zhangjiaku, cidade hospedará os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, localizada 200 quilômetros a noroeste de Pequim.

Em março, uma explosão em uma fábrica de produtos químicos na província de Jiangsu, no leste do país, matou 78 pessoas e feriu centenas, destruindo janelas de prédios residenciais próximos.

Em 2015, a China sofreu um dos seus piores acidentes industriais, quando uma explosão em uma fábrica de produtos químicos na cidade portuária de Tianjin, no norte do país, matou pelo menos 165 pessoas. / AFP

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