Explosão no Líbano mata 22 e fere mais de 300

Especialistas forenses do Líbano coletaram evidências nesta sexta-feira na cena de uma grande explosão em um subúrbio no sul de Beirute, que matou ontem 22 pessoas e feriu mais de 300, a explosão mais mortal na região em quase três décadas.

Agência Estado

16 de agosto de 2013 | 21h32

O líder do Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, acusou extremistas sunitas pela série de ataques que têm como alvos os redutos do grupo no país. Ele disse que todas as investigações preliminares mostraram que grupos Takfiri, um termo usado para chamar os radicais sunitas, estavam por trás da explosão de ontem, e também por outros ataques recentes. As declarações de Nasrallah foram feitas hoje durante um discurso para marcar o fim de uma guerra de um mês em 2006 com Israel.

As tropas libanesas isolaram a área da explosão, onde mais de uma dúzia de carros carbonizados estavam espalhados na rua em meio a prédios muito danificados, impedindo moradores e donos de lojas de entrarem. Alguns residentes juraram que esses ataques só reforçarão o seu apoio ao grupo militante Hezbollah e seu líder.

Um carro-bomba explodiu em uma rua movimentada no distrito de Rweiss nos subúrbios no sul de Beirute, em uma área predominantemente xiita e reduto do Hezbollah. A explosão enviou uma nuvem enorme de fumaça negra para o céu, destruindo vários carros e deixando prédios em chamas e dezenas de moradores presas em sua casas durante horas. A explosão ocorreu cerca de 100 metros do complexo Sayyed al-Shuhada, onde o Hezbollah, geralmente realiza incursões.

A explosão da bomba foi a segunda em um pouco mais de um mês a atingir um dos bastiões de apoio do grupo xiita e a mais mortal desde 1985 quando um ataque matou 80 pessoas. Muitas pessoas no Líbano veem os ataques como uma retaliação ao apoio armado do Hezbollah ao presidente Bashar Assad na guerra civil da Síria. Fonte: Associated Press.

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