AP Photo/St. Peterburg via AP
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Explosão no metrô de São Petersburgo deixa ao menos 11 mortos e 45 feridos

Comitê Nacional Antiterrorismo da Rússia localizou e desarmou segundo explosivo em outra estação da cidade, a segunda maior da Rússia

O Estado de S. Paulo

03 Abril 2017 | 09h19
Atualizado 03 Abril 2017 | 16h46

MOSCOU - A explosão de uma bomba no metrô de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, ocorrida nesta segunda-feira, 3, deixou ao menos 11 mortos e 45 feridos, segundo dados atualizados pelas autoridades russas. 

Horas depois da explosão, a polícia encontrou e desarmou um segundo dispositivo explosivo improvisado em uma das mais movimentadas estações de metrô da cidade - que estava em processo de esvaziamento desde o primeiro incidente.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. A agência Interfax afirmou que as agências de segurança procuram por dois suspeitos de planejar e executar a ação em São Petersburgo e o Comitê de Investigação - órgão de investigação criminal mais importante do país - afirmou que trata o caso como ataque terrorista, mas não descarta outras possibilidades.

A explosão atingiu a linha azul do metrô de São Petersburgo por volta das 14h20 (8h20, em Brasília). O condutor da composição optou por seguir viagem até a próxima estação, Instituto Tecnológico, decisão que foi elogiada pelo Comitê de Investigação por facilitar a retirada dos passageiros e reduzir as chances de mais pessoas morrerem ao tentarem caminhar nos trilhos eletrificados do metrô.

Segundo a ministra da Saúde, Veronika Skvortsova, havia ao menos 6 feridos em estado grave, o que pode fazer o número de vítimas aumentar. 

Testemunhas disseram que a explosão causou pânico entre os passageiros do metrô, que correram em direção às saídas da estação, localizada cerca de 40 metros abaixo do solo. "Estava tudo coberto de poeira e havia muitos bombeiros", disse a uma emissora local Maria Smirnova, estudante que estava no trem atrás do atingido pela explosão. "Eles gritaram para corrermos para as saídas e todos fizeram isso. Todos estavam em pânico."

Todo o sistema de metrô de São Petersburgo, que transporta cerca de 2 milhões de pessoas diariamente, foi paralisado e esvaziado após a explosão.

O Comitê Nacional Antiterrorismo da Rússia afirmou que a segurança foi elevada nos pontos principais do sistema de transporte do país, incluindo o metrô da capital russa, Moscou.

Em entrevista televisionada no Palácio Constantino, em São Petersburgo, o presidente Vladimir Putin disse que os investigadores trabalhavam para determinar se a explosão foi causada por uma ataque terrorismo ou por outro motivo. Ele ofereceu condolências às famílias das vítimas.

Ele estava na cidade para um encontro com o líder bielo-russo, Alexander Lukashenko, e comentou o ataque pouco antes da reunião. "As agências estão fazendo o seu melhor para determinar as causas e ter uma compreensão total do que aconteceu", disse Putin. 

Cerca de duas horas depois da primeira explosão, as autoridades encontraram e desativaram um segundo dispositivo explosivo em uma das mais movimentadas estações de São Petersburgo, na Praça Vosstaniya, disse a agência antiterror. A estação é um dos principais pontos de transferência de passageiros de duas linhas e serve também como estação de trem de onde partem a maioria dos trens que vão para Moscou.

São Petersburgo é a segunda maior cidade da Rússia, com 5 milhões de habitantes. É também o destino turístico mais popular do país, mas não há até o momento informações de estrangeiros entre as vítimas. / AP, EFE e AFP

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