Explosão próxima à mesquita mata 10 no Sri Lanka

Entre os 20 feridos, há pelo menos um ministro do governo; atentado ocorreu durante cerimônia religiosa

Efe,

10 de março de 2009 | 04h29

Pelo menos 10 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas, entre elas um ministro do Governo cingalês, em um atentado suicida nesta terça-feira, 10, perto da cidade de Matara, no sul do Sri Lanka, informou à Agência Efe um porta-voz militar. Corpos de 80 rebeldes são achados no Sri LankaSri Lanka diz já ter matado 150 rebeldes; cresce fuga de civisSri Lanka rejeita proposta de trégua feita por rebeldes O suicida, que estava em uma bicicleta, se aproximou de uma multidão reunida nas proximidades de uma mesquita para celebrar o Muled (nascimento) do profeta Maomé e detonou a carga que levava às 10h30 (1h30, de Brasília), segundo a fonte. Entre os feridos está o ministro de Projetos Especiais cingalês, Mahinda Wijesekara, de acordo com a mesma fonte, que não soube informar sobre a gravidade do estado do político. Vários membros do Executivo estavam presentes nas celebrações da festividade muçulmana na cidade onde ocorreu o atentado. O Ministério da Defesa atribuiu o ataque à guerrilha dos Tigres de Libertação do Tâmil Eelam (LTTE), que protagoniza intensos combates com as tropas governamentais no norte da ilha. Segundo um comunicado divulgado no site do Ministério, o ataque aconteceu nos arredores da mesquita de Jumma, do município de Akurassa, perto de Matara. Desde o início do ano, o Exército cingalês intensificou sua ofensiva contra os tigres tâmeis, que perderam o controle de grandes fatias de território, inclusive de seus redutos mais significativos. Um porta-voz militar consultado recentemente pela Efe acusou os LTTE de tentar fazer ataques suicidas e táticas de infiltração entre as tropas. A comunidade tâmil do Sri Lanka, minoritária e concentrada no norte e no leste da ilha, difere em língua e cultura da cingalesa, predominante no resto do país e que tem o controle governamental. Os LTTE lutam contra o governo do país para proclamar um Estado independente nas regiões em que a etnia tâmil é majoritária.

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