Explosões atingem embaixadas dos EUA e de Israel no Uzbequistão

Em uma ação praticamente simultânea,três homens-bomba detonaram explosivos atados ao corpo por voltadas 17h locais desta sexta-feira em frente às Embaixadas deEstados Unidos e Israel e da sede do escritório doprocurador-geral em Tashkent, capital do Usbequistão. Doisguardas morreram no atentado à embaixada israelense. Novepessoas ficaram feridas: sete no prédio do Judiciário, onde ficao escritório do procurador, e duas na embaixada americana. Todasas vítimas eram usbeques. Um grupo desconhecido, o Guerra Santa Islâmica do Usbequistão,enviou uma mensagem a um site islâmico assumindo a autoria doatentado e justificando-o como um protesto contra a injustiça dogoverno e em apoio aos palestinos, iraquianos e afegãos. O texto refere-se ao julgamento, na Suprema Corte, de 15militantes islâmicos acusados de vínculos com a rede extremistaAl-Qaeda. Eles são acusados de participação nos atentados quecausaram a morte de 47 pessoas no início do ano. Segundo as autoridades locais, apenas um dos homens-bombalevava documentos, que o identificam como usbeque. "Osterroristas queriam entrar nos edifícios para se explodirem, masforam barrados", disse o ministro do Interior do Usbequistão,Zokirjon Almatov, frisando que os danos poderiam ter sidomaiores. Mas o embaixador israelense no país, Tzvi Cohen, disse que oextremista não tentou entrar no prédio e se explodiu diante deum muro de proteção. Ex-república soviética na fronteira afegã, o Usbequistão é umaditadura marcada pela repressão sistemática aos gruposislâmicos. O país permitiu o uso de uma base área pelos EUAdurante a invasão do Afeganistão, em 2001.

Agencia Estado,

30 de julho de 2004 | 10h11

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