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Explosões de bombas matam 16 e ferem 150 no Paquistão

As explosões de dois carros-bomba mataram 16 pessoas e feriram outras 150 em ataques separados no noroeste do Paquistão neste sábado, poucos dias após o Taleban ter alertado que ataques suicidas aconteceriam se os militares seguissem adiante com a ofensiva. A explosão de uma terceira bomba feriu quatro na região.

(AE-AP), Agencia Estado

26 de setembro de 2009 | 11h17

A região montanhosa do Paquistão ao longo da fronteira afegã, onde o governo tem pouco controle, costuma ser escolhida por insurgentes para ataques contra tropas dos EUA e da Otan no Afeganistão, bem como contra forças de segurança paquistanesas e funcionários do governo.

Em Peshawar, um carro-bomba explodiu do lado de fora de um banco afiliado ao Exército, informou a polícia. Dez pessoas morreram e 79 ficaram feriadas, disse Sahibzada Mohammed Anis, um oficial do governo.

Outra explosão atingiu um posto policial no distrito de Bannu, matando ao menos seis pessoas e ferindo quase 70, segundo a polícia. Qari Hussain Mehsud, conhecido por treinar homens-bomba do Taleban, telefonou à agência Associated Press para assumir a responsabilidade pelo ataque.

"Nós quebramos o silêncio já que o governo não entendeu a pausa nos ataques, e daqui em diante haverá um aumento no número de explosões suicidas", disse ele, pedindo que civis fiquem longe de instalações da polícia e de forças de segurança.

Em uma entrevista à AP concedida na quinta-feira, de um local secreto no Waziristão do Norte, Mehsud havia alertado para mais ataques, apenas horas antes de mísseis dos EUA atingirem a região e matarem 12 pessoas.

Uma terceira bomba explodiu na cidade do noroeste de Gilgit, ferindo quatro pessoas, disse o canal de notícias local SAMA, citando o chefe da polícia local Ali Sher. Ele descreveu como uma "bomba de baixa intensidade", mas não deu mais detalhes.

A embaixada dos EUA em Islamabad condenou os ataques. "Esses ataques enfatizam a natureza cruel e desumana desse inimigo, cujo alvo real é o governo do Paquistão eleito democraticamente e a segurança de todos os paquistaneses", afirmou a embaixada em comunicado.

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