Universal TV via REUTERS
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Explosões de carros-bomba matam ao menos 45 pessoas em Mogadíscio

Atentados na capital somali deixaram ainda 36 feridos; polícia e testemunhas relatam detonação e troca de tiros nas imediações da residência presidencial

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 15h38
Atualizado 24 Fevereiro 2018 | 09h28

MOGADÍSCIO - O total de mortos devido à explosão de dois carros-bomba na capital da Somália, Mogadíscio, nesta sexta-feira, 23, subiu para 45, sendo que outras 36 ficaram feridas, informou um oficial do governo na manhã deste sábado, 24. Inicialmente, a informação era de que 18 pessoas haviam morrido no atentado. No momento das explosões, tiros foram disparados nas imediações da residência presidencial, segundo a polícia.

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Separadamente, um oficial da corporação disse ter certeza de 36 mortes. "Pelo menos 15 pessoas, incluindo um oficial militar e um local, morreram fora do palácio presidencial na noite de sexta-feira e mais que isso ficaram feridas. Eles eram, na maioria guardas do palácio e guardas de oficiais que estavam no local. O número de mortes pode aumentar", disse à Reuters o major Mohamed Abdullahi.

De acordo com a polícia, a segunda explosão foi provocada por um carro-bomba estacionado diante de um hotel, longe da residência presidencial. Abdullahi informou que, dentro do local, 21 pessoas morreram. "Então, o total que eu tenho é de 36 mortes e mais outros feridos", disse.

A milícia islâmica Al-Shabab assumiu a autoria dos ataques e disse que matou 35 soldados. Segundo o grupo, cinco de seus militantes foram mortos, incluindo os dois motoristas suicidas. "Duas operações que incluíram dois mártires em carros-bomba foram realizadas no entorno do palácio presidencial e de uma base das forças de seguranças nacionais chamada Habar Kadija", declarou à Reuters o porta-voz militar do Al-Shabab, Abdiasis Abu Musab.

O movimento jihadista, que tem ligação com a Al-Qaeda, pretende derrubar o governo da Somália e impor à sociedade do país sua radical interpretação da sharia, a lei islâmica. Em uma década de insurgência, o Al-Shabab já assassinou centenas de civis no leste africano.

Uma nuvem de fumaça levantou-se sobre as imediações do palácio presidencial enquanto disparos continuavam ocorrendo na região, afirmou uma testemunha. A polícia declarou que o primeiro carro-bomba explodiu após militantes terem forçado passagem por um posto de controle próximo à residência do presidente Mohamed Abdullahi Mohamed. / REUTERS

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