Karim Kadim/AP
Karim Kadim/AP

Explosões de sete bombas matam ao menos 23 em Bagdá

Governo acusa insurgentes ligados à Al-Qaeda pelos ataques; dezenas de pessoas ficaram feridas

O Estado de S. Paulo,

20 de novembro de 2013 | 09h05

BAGDÁ - Sete bombas explodiram em Bagdá nesta quarta-feira, 20, matando 23 pessoas e ferindo dezenas, disseram fontes médicas e a polícia, em meio à pior onda de violência que atinge o Iraque em pelo menos cinco anos.

As explosões ocorreram quando as pessoas faziam compras em mercados lotados. O governo xiita acusou insurgentes muçulmanos sunitas ligados à Al-Qaeda pelo aumento dos ataques com bombas, que têm como alvo principalmente civis xiitas.

Os ataques que fizeram mais vítimas ocorreram num mercado no bairro de maioria xiita de Sadriya, matando quatro e ferindo 14 pessoas, e num micro-ônibus no distrito central comercial de Karrada, com três mortos e 12 feridos.

Fumaça negra era vista no local da explosão numa rua principal em Karrada, onde ambulâncias tentavam chegar até os feridos, mostraram imagens de vídeo. O micro-ônibus foi mostrado com a sua porta principal arrancada e as janelas quebradas.

Centenas de iraquianos têm sido mortos as cada mês em ataques semelhantes desde o início do ano. A crescente violência levantou temores de um retorno aos patamares de derramamento de sangue vistos em 2006-2007, quando dezenas de milhares de pessoas morreram.

Cerca de mil iraquianos foram mortos em outubro, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que pediu colaboração de líderes políticos para acabar com a violência crescente desde que as tropas americanas se retiraram do país em dezembro de 2011.

Em outras partes do Iraque homens armados mataram nesta quarta-feira um guarda-costas do presidente Jalal Talabani que estava de folga. Eles invadiram a casa do guarda-costas em Sulaimaniya, 260 quilômetros a nordeste de Bagdá.

Talabani está na Alemanha para tratamento médico há vários meses./ REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Iraqueataque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.