Explosões deixam 47 mortos em Bagdá; ao todo, 68 mortos no Iraque

Pelo menos 47 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas em sete explosões registradas em seis zonas do leste de Bagdá, informaram fontes do Ministério do Interior iraquiano.Os bombardeios a Bagdá elevaram para 68 o número de mortos por violência nesta quinta-feira em todo o país.Testemunhas explicaram que as detonações foram provocadas por um carro-bomba, uma bomba e vários explosivos em seis bairros de Bagdá, e que os locais dos ataques são em sua maioria xiitas.Segundo o major general Jihad Liaabi, diretor da unidade antiterrorista do Ministério do Interior iraquiano, parte das bombas detonadas nesta quinta-feira foram plantadas dias antes, para serem explodidas nesta quinta-feira via controle remoto.As explosões ocorreram de forma quase que simultânea por volta das 18h locais (11h de Brasília), afirmaram as fontes, que acrescentaram que entre as vítimas há moradores de um edifício atingido por vários projéteis.A polícia e testemunhas disseram que alguns corpos, em sua maioria carbonizados, ainda não foram resgatados, o que deverá fazer com que o número de mortos aumente nas próximas horas.O Exército norte-americano também informou que um soldado americano foi morto na província de Anbar na quarta-feira por uma bomba. Segundo contagem feita pela Associated Press, essa morte elevou para 16 o número de soldados americanos mortos desde domingo.O derramamento de sangue é parte de uma semana extremamente violenta que deixou centenas de iraquianos mortos.A série de explosões ocorreu no mesmo dia em que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou que o país árabe assumirá em setembro a segurança da província de Dhi Qar, no sul do país, que se transformará na segunda região onde a responsabilidade da segurança é transferida às forças iraquianas.Em declarações à imprensa, Al-Maliki afirmou que as forças de segurança iraquianas na região "atingiram uma capacidade propícia para assumir a segurança da província", cuja capital é Al-Nassiriya.Porém, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, insistiu que as forças americanas devem permanecer no Iraque até que as tropas do país sejam capazes de ter um controle total da segurança. "Caso os Estados Unidos saiam antes que o Iraque possa se defender, as conseqüências serão absolutamente previsíveis, e absolutamente desastrosas", informou Bush.

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