Explosões em Bagdá deixam pelo menos 36 mortos

Bombas explodiram num intervalo de 15min; ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques

AE-AP, Agencia Estado

25 de janeiro de 2010 | 15h47

A polícia iraquiana informou que as três explosões que ocorreram próximas a três hotéis no centro de Bagdá mataram pelo menos 36 pessoas e feriram 80.

A primeira explosão aconteceu por volta das 15h40 (horário local) perto do Sheraton Hotel. A polícia disse que outras duas bombas explodiram perto do hotel Babylon e do al-Hamra, que é popular entre os jornalistas ocidentais.

As explosões aconteceram num intervalo de apenas 15 minutos. Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques em Bagdá. Há seis semanas, uma série de explosões coordenadas deixaram 127 pessoas mortas na capital iraquiana. Os ataques de hoje aconteceram no mesmo dia em que o governo iraquiano executou o primo do ex-ditador Saddam Hussein, Ali Hassan al-Majid, conhecido como "Ali Químico".

O porta-voz do governo do Iraque, Ali al-Dabbagh, disse que os ataques desta segunda-feira representam "uma extensão" das atividades dos insurgentes ligadas ao regime de Saddam. Mas ele evitou dizer se as explosões foram uma vingança contra a execução de "Ali químico".

Policiais disseram esperar que o número de vítimas cresça.

De acordo com uma contagem inicial, 15 das vítimas estavam no hotel al-Hamra, 14 estavam no Sheraton e as sete remanescentes morreram no Babylon, incluídos dois policiais.

No ataque ao hotel al-Hamra, dois homens armados chegaram num automóvel e abriram fogo contra os guardas na recepção, antes de detonarem os explosivos, informou um policial. O major general Qassim al-Moussawi, porta-voz dos militares iraquianos em Bagdá, disse que suicidas estavam envolvidos nos três ataques.

Tudo o que sabemos sobre:
Iraqueatentadomortes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.